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Prefeitura inicia obras para recuperar trecho de canal que desabou no Embaré, em Santos

Intervenção no Canal 4 vai reconstruir mureta, ciclovia e calçada danificadas por fortes chuvas

Intervenções visam corrigir erosão que compromete ciclovia e passeio público, garantindo segurança para usuários - Foto: Divulgação/ Prefeitura de Santos
Intervenções visam corrigir erosão que compromete ciclovia e passeio público, garantindo segurança para usuários - Foto: Divulgação/ Prefeitura de Santos

Redação Publicado em 16/06/2026, às 11h50


A Prefeitura de Santos deu início às obras de recuperação emergencial de um trecho de aproximadamente 10 metros do talude e da mureta do canal da Avenida Siqueira Campos (Canal 4), nas proximidades da Rua Ministro João Mendes, no bairro Embaré. A intervenção estrutural foi planejada pelo poder público para corrigir os sérios danos causados pelas fortes chuvas que atingiram o município no início deste ano.

O avanço da erosão no local comprometeu diretamente a sustentação de parte da ciclovia e do passeio público que margeiam o canal. Desde que o problema foi identificado pelas equipes de engenharia, o perímetro afetado permanece isolado por barreiras de contenção e devidamente sinalizado para evitar acidentes e garantir a segurança de ciclistas e pedestres que circulam pela região.

O cronograma oficial estima que os serviços sejam totalmente concluídos em um prazo de até 60 dias, período que pode sofrer alterações a depender das condições climáticas e do regime de marés no estuário. A liberação do canteiro de obras ocorreu após a conclusão de levantamentos topográficos e sondagens técnicas, fundamentais para a elaboração do projeto executivo e para a abertura dos trâmites legais de contratação da empresa responsável.

Diagnóstico da engenharia e fases da obra

Na etapa inicial dos trabalhos, os operários concentram esforços nas demolições mecânicas das estruturas colapsadas e em sondagens minuciosas na rede de drenagem subterrânea para mapear a real extensão dos danos ocultos sob o asfalto.

De acordo com o engenheiro civil Rodrigo Feitosa, da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), profissional encarregado pelo acompanhamento e fiscalização diária dos trabalhos, o colapso foi motivado pelo aumento extremo da pressão hidrostática durante os temporais, o que acabou lavando o solo e rompendo as placas de concreto que revestem a parede do canal. O processo erosivo desgastou a terra sob a borda superior, gerando o afundamento da pista.

Para solucionar o problema de forma definitiva, o projeto de engenharia civil prevê a execução das seguintes melhorias estruturais:

  • Rede de drenagem: Instalação de 18 metros de nova tubulação de concreto e outros 4 metros de tubos de PVC para otimizar o fluxo de águas pluviais;
  • Recomposição de superfícies: Reconstrução de 120 metros quadrados de calçada e pista de ciclovia, além de 62,5 metros quadrados de nova pavimentação asfáltica na pista de rolamento dos veículos;
  • Acabamento: Recuperação integral do paisagismo e do gramado no entorno do Canal 4.

Os serviços de infraestrutura estão sendo executados pela empreiteira Ferreira Marques. O contrato foi fechado pelo valor global de R$ 345 mil, montante custeado integralmente com recursos próprios do orçamento da Seinfra, sem necessidade de repasses externos.