Confirmação da doença reacende vigilância na Baixada Santista; febre, lesões na pele e ínguas estão entre os principais sintomas.

Redação Publicado em 20/02/2026, às 15h19
A confirmação do primeiro caso de Mpox em Santos reacendeu o alerta das autoridades de saúde, trazendo a doença de volta ao foco sanitário da Baixada Santista em 2026, o que pode impactar a saúde pública local.
A Mpox, causada pelo vírus MPXV, é transmitida principalmente por contato direto com pessoas infectadas e objetos contaminados, e sua disseminação global foi reconhecida pela OMS em 2022 como uma emergência de saúde pública internacional.
Embora não haja tratamento específico aprovado, as autoridades recomendam que os sintomas sejam avaliados por profissionais de saúde e que medidas preventivas sejam adotadas, especialmente em locais com alta circulação de pessoas.
A confirmação do primeiro caso de Mpox em Santos nesta sexta-feira (20) reacendeu o alerta das autoridades de saúde e trouxe novamente o tema para o centro do debate público. O registro marca o retorno da doença ao radar sanitário da Baixada Santista em 2026.
A Mpox é causada pelo vírus MPXV, pertencente ao gênero Orthopoxvirus. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com pessoas infectadas, secreções, lesões de pele ou objetos contaminados, como roupas e toalhas. Também pode haver transmissão por contato próximo e prolongado.
Embora historicamente associada a regiões da África, a doença ganhou alcance global nos últimos anos. Em 2022, a Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública internacional diante da disseminação em diversos países.
De acordo com o Ministério da Saúde, os principais sinais incluem:
Febre
Dor de cabeça
Dores no corpo
Calafrios
Fraqueza
Ínguas (linfonodos inchados)
Lesões de pele, que podem evoluir para crostas
O período de incubação varia de 3 a 16 dias, podendo chegar a até 21 dias. A transmissão permanece enquanto houver lesões ativas — ou seja, até que todas as crostas sequem e se desprendam completamente.
As lesões podem ser planas ou elevadas, com líquido claro ou amarelado, e tendem a surgir no rosto, mãos e pés, embora possam aparecer em qualquer parte do corpo. A quantidade varia conforme a gravidade do caso.
Não há, até o momento, medicamento específico amplamente aprovado para a Mpox. O tratamento é baseado em suporte clínico, com foco no alívio dos sintomas e prevenção de complicações.
Especialistas destacam que a maioria dos casos evolui de forma leve a moderada, com recuperação espontânea. Ainda assim, a orientação é buscar atendimento médico ao surgimento dos sintomas e evitar contato próximo com outras pessoas até avaliação profissional.
A confirmação do caso em Santos reforça a importância da informação correta e da adoção de medidas preventivas, especialmente em ambientes com grande circulação de pessoas.
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