Defesa do Consumidor

Professora compra notebook para mestrado e recebe caixas de sabão em pó em Praia Grande

Equipamento avaliado em mais de R$ 3 mil seria utilizado nos estudos acadêmicos; consumidora registrou boletim de ocorrência e contestou a compra

Professora encontrou caixas de sabão em pó dentro de embalagem onde deveria estar notebook comprado para uso no mestrado, em Praia Grande - Imagem: Arquivo Pessoal
Professora encontrou caixas de sabão em pó dentro de embalagem onde deveria estar notebook comprado para uso no mestrado, em Praia Grande - Imagem: Arquivo Pessoal

Redação Publicado em 07/05/2026, às 14h30


Uma professora de 43 anos, Sirlei Rodrigues, recebeu três caixas de sabão em pó em vez de um notebook comprado pela internet, gerando frustração e mobilização de reclamações junto à empresa, órgãos de defesa do consumidor e a polícia.

O notebook, avaliado em R$ 3.599, era essencial para a elaboração de sua dissertação de mestrado, e a entrega, inicialmente programada, foi marcada por atrasos e problemas de comunicação com a empresa.

Após registrar um boletim de ocorrência por estelionato e formalizar reclamações, Sirlei optou por comprar outro notebook devido à urgência de suas necessidades acadêmicas, enquanto o Procon-SP destacou a responsabilidade dos marketplaces em casos de descumprimento de entrega.

Uma professora de 43 anos viveu uma situação inusitada e frustrante após comprar um notebook pela internet e receber, no lugar do produto, três caixas de sabão em pó. O caso aconteceu em Praia Grande, no litoral de São Paulo, e mobilizou reclamações junto à empresa responsável pela venda, órgãos de defesa do consumidor e a polícia.

A vítima, Sirlei Rodrigues, contou que adquiriu um notebook modelo Asus Vivobook 15, avaliado em R$ 3.599, por meio da plataforma da Amazon. Segundo ela, o computador seria utilizado para a elaboração da dissertação de mestrado, além de atividades profissionais e acadêmicas.

A entrega estava prevista para o dia 27. Na manhã da data programada, Sirlei recebeu uma notificação informando que o pedido havia saído para entrega. Horas depois, um novo comunicado indicava que a entrega não havia sido concluída. A professora afirma que havia pessoas na residência aguardando a encomenda durante todo o período.

O pacote acabou sendo entregue apenas no dia seguinte e recebido pela mãe da consumidora, no bairro Guilhermina. A surpresa veio quando Sirlei decidiu abrir a caixa no local onde trabalha. Em vez do notebook, encontrou três caixas de sabão em pó dentro da embalagem.

Segundo a professora, a caixa aparentava estar intacta, mas apresentava sinais suspeitos, como excesso de cola e sobreposição na fita de lacre. Ela também afirmou que os produtos encontrados estavam presos ao fundo da embalagem.

Após perceber o problema, Sirlei entrou em contato com a empresa para solicitar devolução e troca do produto. Paralelamente, registrou boletim de ocorrência por estelionato no 3º Distrito Policial de Praia Grande, além de formalizar reclamações em plataformas de atendimento ao consumidor.

A situação ganhou ainda mais tensão após a contestação da compra junto à operadora do cartão de crédito. De acordo com a professora, mesmo após o estorno provisório realizado pelo banco, ela recebeu cobrança referente ao pedido. Com receio de ficar sem o equipamento necessário para os estudos, acabou adquirindo outro notebook.

“Fiquei desesperada porque precisava do computador para continuar escrevendo minha dissertação”, relatou.

Em nota, o Procon-SP reforçou que marketplaces e vendedores têm responsabilidade solidária em situações envolvendo descumprimento da oferta ou entrega de produto diferente do adquirido. O órgão orienta consumidores a guardar provas, registrar imagens da encomenda e formalizar reclamações junto às plataformas e órgãos competentes.

Especialistas em direito do consumidor também destacam que casos desse tipo podem gerar direito à indenização por danos morais, especialmente quando há frustração evidente, prejuízo financeiro e impacto emocional ao consumidor.

Até o momento, a Amazon não havia se pronunciado oficialmente sobre o caso.