Legislação municipal

Projeto aprovado em Santos veta contratação de condenados por crimes sexuais contra menores no serviço público

Medida aprovada pela Câmara Municipal prevê impedimento para nomeação ou contratação de pessoas condenadas por crimes contra crianças e adolescentes

Sessão da Câmara Municipal de Santos aprova proposta que restringe contratação de condenados por crimes sexuais contra menores no serviço público - Imagem: Freepik
Sessão da Câmara Municipal de Santos aprova proposta que restringe contratação de condenados por crimes sexuais contra menores no serviço público - Imagem: Freepik

Redação Publicado em 13/03/2026, às 15h56


A Câmara Municipal de Santos aprovou um projeto de lei que proíbe a nomeação de pessoas condenadas por crimes sexuais contra crianças e adolescentes para cargos públicos, visando proteger o público infantojuvenil em instituições municipais.

A proposta, apresentada pelo vereador Rafael Pasquarelli, estabelece que a restrição se aplica a condenados por crimes como estupro de vulnerável e exploração sexual, com validade de até 12 anos após o cumprimento da pena.

O projeto agora aguarda a sanção ou veto do prefeito Rogério Santos, e busca reforçar as políticas de proteção e prevenção contra abusos dentro das estruturas do poder público municipal.

A Câmara Municipal de Santos aprovou um projeto de lei que proíbe a nomeação ou contratação de pessoas condenadas por crimes sexuais contra crianças e adolescentes para cargos e empregos no serviço público municipal.

A proposta foi apresentada pelo vereador Rafael Pasquarelli e recebeu aprovação em segunda discussão pelos parlamentares. O texto agora segue para análise do prefeito Rogério Santos, que poderá sancionar ou vetar a medida.

Caso a lei entre em vigor, ficará proibida a contratação ou nomeação de indivíduos que tenham sido condenados por decisão judicial definitiva por crimes dessa natureza. A restrição valerá desde a condenação até 12 anos após o cumprimento da pena.

Entre os crimes citados estão práticas previstas no Código Penal Brasileiro e no Estatuto da Criança e do Adolescente, como estupro de vulnerável, corrupção de menores, exploração sexual e outros atos que envolvam violência ou abuso contra crianças e adolescentes.

O projeto também inclui situações como induzir menores a presenciar atos de natureza sexual ou participar de práticas consideradas ilícitas pela legislação.

Durante a tramitação, o vereador Cacá Teixeira apresentou alterações ao texto para adequar a proposta à legislação municipal já existente, como a chamada lei de ficha limpa aplicada ao serviço público da cidade.

Segundo o autor da proposta, o objetivo é reforçar mecanismos de proteção no ambiente institucional, especialmente em locais que lidam diretamente com o público infantojuvenil, como escolas, creches, abrigos e unidades de saúde.

Apesar de se aplicar inicialmente apenas ao âmbito da administração pública municipal, a iniciativa busca fortalecer políticas de prevenção e proteção de crianças e adolescentes dentro das estruturas do poder público.

Com a aprovação na Câmara, o projeto aguarda agora a decisão do Executivo municipal para que possa ser transformado em lei.