Legislativo

Projeto em Santos quer impedir condenados por crimes sexuais contra menores de ocupar cargos públicos

Proposta em debate na Câmara prevê veto à nomeação de pessoas com condenação definitiva por abuso, estupro e exploração sexual de crianças e adolescentes

Projeto em discussão na Câmara de Santos propõe restrição à contratação de condenados por crimes sexuais contra menores no serviço público - Imagem: Adobe Stock
Projeto em discussão na Câmara de Santos propõe restrição à contratação de condenados por crimes sexuais contra menores no serviço público - Imagem: Adobe Stock

Redação Publicado em 04/03/2026, às 19h42


A Câmara Municipal de Santos está avaliando um projeto de lei que visa proibir a nomeação de pessoas condenadas por crimes sexuais contra menores para cargos públicos, com o objetivo de proteger a infância e a adolescência.

A proposta, de autoria do vereador Rafael Pasquarelli, impede a contratação de indivíduos com sentença definitiva por crimes como estupro de vulnerável e aliciamento de crianças, durante o cumprimento da pena e por mais 12 anos após sua conclusão.

Se aprovada na primeira discussão, a matéria passará por uma segunda votação antes de ser enviada ao prefeito Rogério Santos, que decidirá sobre a sanção ou veto da proposta.

A Câmara Municipal de Santos analisa nesta quinta-feira (5) um projeto de lei que pretende restringir o acesso ao serviço público municipal de pessoas condenadas por crimes sexuais contra menores de idade.

O texto, de autoria do vereador Rafael Pasquarelli, estabelece que indivíduos com sentença definitiva — após trânsito em julgado — por crimes como estupro de vulnerável, exploração sexual, produção ou compartilhamento de pornografia infantil e aliciamento de crianças e adolescentes não poderão ser nomeados para cargos ou funções na administração direta e indireta do município.

De acordo com a proposta, o impedimento terá validade durante todo o cumprimento da pena e permanecerá por mais 12 anos após o seu término. Somente após esse período a contratação voltaria a ser permitida, conforme os critérios estabelecidos no projeto.

A iniciativa abrange cargos efetivos, comissionados e contratações temporárias, com foco especial em funções que envolvam contato direto com crianças e adolescentes, como em escolas, creches e unidades de saúde.

A matéria está prevista para primeira discussão no plenário. Se aprovada, seguirá para uma segunda votação antes de ser encaminhada ao prefeito Rogério Santos, responsável por sancionar ou vetar a proposta.

Segundo o autor, a intenção é reforçar mecanismos de proteção à infância e adolescência no âmbito municipal e estabelecer critérios mais rígidos para o ingresso no serviço público.