Educação financeira

Projeto leva educação financeira a mais de 10 mil alunos da rede municipal de São Vicente

Iniciativa atende estudantes do 3º ao 5º ano e trabalha planejamento, consumo consciente e uso do dinheiro em atividades ligadas ao cotidiano; 387 professores também participam da proposta

Estudantes da rede municipal de São Vicente participam de atividades do projeto Pequenos Economistas, que leva conceitos de planejamento, economia e consumo consciente a alunos do 3º ao 5º ano - Imagem: Tv Tribuna
Estudantes da rede municipal de São Vicente participam de atividades do projeto Pequenos Economistas, que leva conceitos de planejamento, economia e consumo consciente a alunos do 3º ao 5º ano - Imagem: Tv Tribuna

Redação Publicado em 27/08/2026, às 17h07


Mais de 10 mil alunos do 3º ao 5º ano da rede municipal de São Vicente receberão educação financeira através do projeto Pequenos Economistas, que visa integrar conceitos financeiros ao cotidiano escolar, impactando a formação de uma nova geração mais consciente sobre finanças.

O programa, que envolve 387 professores, almeja ensinar planejamento, consumo consciente e organização de recursos, utilizando a Matemática e diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) como base para as atividades.

A iniciativa inclui formação continuada para educadores e atividades práticas, como simulações de compras e planejamento de orçamentos, com o objetivo de levar os alunos a aplicar esses conceitos em casa e na vida cotidiana, promovendo uma relação mais saudável com o dinheiro.

Mais de 10 mil estudantes do 3º ao 5º ano da rede municipal de São Vicente passarão a ter conteúdos de educação financeira integrados à rotina escolar por meio do projeto Pequenos Economistas. Lançada pela Secretaria de Educação na sexta-feira (21), a iniciativa aborda planejamento, consumo consciente, economia e tomada de decisões, utilizando situações do cotidiano para aproximar os conceitos financeiros das crianças. Ao todo, 387 professores estão envolvidos na implantação do programa.

A proposta prevê que a educação financeira seja trabalhada de forma articulada às disciplinas já existentes, especialmente à Matemática, seguindo diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Entre os conteúdos estão a diferença entre necessidade e desejo, responsabilidade nas escolhas, sustentabilidade e organização dos recursos disponíveis.

O objetivo é fazer com que conceitos normalmente associados à vida adulta sejam apresentados de maneira compatível com a faixa etária dos estudantes.

Na AMEI Vera Lúcia, localizada no Parque São Vicente, duas turmas do 4º ano já participam de atividades do projeto. Uma das estratégias utilizadas é o uso de jogos educativos que simulam situações de compra, planejamento e circulação de dinheiro. Entre os recursos está o jogo “Pique-Nique”, composto por tabuleiro, dados, peças, cédulas de brinquedo e cartas, que permite aos estudantes tomar decisões financeiras durante a atividade.

A proposta também ultrapassa os exercícios tradicionais em sala de aula. Em uma das experiências desenvolvidas pela escola, os estudantes se organizaram para juntar dinheiro antes de ir a um mercado comprar ingredientes para preparar biscoitos. Durante a visita, parte da turma ficou responsável por conferir preços, registrar valores e calcular o custo da compra.

Depois, os alunos retornaram à unidade e utilizaram a cozinha experimental para concluir a atividade. A dinâmica permitiu trabalhar, em uma mesma experiência, conceitos de cálculo, planejamento, orçamento e tomada de decisão.

A Secretaria de Educação avalia que os conteúdos trabalhados nas escolas podem produzir efeitos além do ambiente escolar. Ao aprender conceitos relacionados a orçamento, consumo e planejamento, os estudantes podem levar essas discussões para casa e participar de forma mais consciente de situações financeiras vividas pelas famílias.

O programa também pretende mostrar que Matemática não se limita aos exercícios de sala de aula, mas está presente em decisões rotineiras, como comparar preços, calcular gastos e determinar quanto é necessário economizar para alcançar uma meta.

Segundo dados apresentados pela Secretaria de Educação, 39% das unidades avaliadas tinham turmas de 5º ano abaixo do nível de proficiência esperado na disciplina no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O Pequenos Economistas está associado ao Movimento de Matemática São Vicente, estratégia implementada pela rede municipal em 2026 para fortalecer habilidades na área desde os primeiros anos escolares.

A primeira etapa de implantação do programa também inclui formação continuada dos professores responsáveis pelas turmas atendidas.

Para os educadores, exemplos como esse mostram como conceitos de poupança e planejamento podem ser incorporados pelas crianças quando apresentados por meio de experiências próximas da realidade. A intenção da rede municipal é que o conteúdo acompanhe os estudantes ao longo da formação e contribua para a construção de uma relação mais consciente com o dinheiro.