Entrevista com o psiquiatra Pavel Oliveira revela que a depressão supera doenças físicas como câncer e AVC em afastamentos laborais

Gabriel Nubile Publicado em 05/01/2026, às 11h05
O aumento expressivo de afastamentos laborais motivados por transtornos como ansiedade, depressão e estresse crônico tem colocado a saúde mental no centro das discussões corporativas. O tema ganha evidência durante o mês de conscientização conhecido como Janeiro Branco, que busca alertar para a importância do equilíbrio emocional e da prevenção de doenças psíquicas.
Em entrevista concedida à Rádio CBN Santos, o médico psiquiatra Pavel Oliveira analisou o cenário atual e os desafios enfrentados por trabalhadores e empresas. Segundo o especialista, doenças como a depressão já figuram entre as principais causas de ausência no trabalho, superando, em muitos casos, enfermidades físicas graves. Ele ressaltou que a pressão por resultados e a dificuldade em separar a vida pessoal da profissional são fatores determinantes para esse quadro.
"Depressão causa mais afastamento do que câncer e do que AVC hoje em dia. Atualmente, os cofres do governo estão sendo minados pelos afastamentos de saúde mental. Como resposta disso, o governo até implementou agora, na nova NR1, que as empresas cuidem também dos aspectos psicológicos e emocionais dos seus colaboradores. Já é um começo para a gente começar a falar mais abertamente sobre isso."
O médico também abordou a nova Norma Regulamentadora (NR1), que orienta as empresas a considerarem os riscos psicossociais em suas gestões, marcando um avanço na legislação trabalhista. Além disso, Oliveira orientou sobre as formas de acesso ao tratamento no Brasil. Para quem não possui convênio médico, ele indicou os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que funcionam por território e operam no modelo de "porta aberta", sem necessidade de encaminhamento prévio.
Outro ponto abordado foi o comportamento das novas gerações no mercado de trabalho. De acordo com a análise feita na entrevista, a chamada Geração Z demonstra maior preocupação com o bem-estar psicológico, não hesitando em deixar empregos que considerem tóxicos ou abusivos, uma mudança cultural significativa em relação às gerações anteriores.
Para o encerramento, o psiquiatra reforçou o simbolismo do mês de janeiro como um momento de recomeço e planejamento. Ele enfatizou que, para alcançar metas financeiras ou profissionais ao longo do ano, a estabilidade emocional deve ser a base de qualquer planejamento.
"Janeiro é quando a gente reinicia o calendário, é um reset. E uma folha em branco é uma oportunidade de escrever a história desde o início. Mas não existem planos sem saúde mental. As pessoas têm que se lembrar que o cérebro é a base de tudo. Só depois você vai conseguir traçar os seus planos e as suas metas. Saúde mental não é mais luxo, é o básico hoje em dia."

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