Com R$ 20 milhões gastos, a construtora tenta garantir a segurança do prédio, mas os moradores continuam sem previsão de volta

Gabriella Souza Publicado em 15/12/2025, às 08h21
A paciência dos moradores do Condomínio Giovaninna Sarane Galavotti, em Praia Grande, está chegando ao limite. Mais de um ano e meio se passou desde que o prédio de 23 andares, que fica no bairro Aviação, teve que ser esvaziado às pressas quando o imóvel, que possui 133 apartamentos, apresentou sérios problemas na sua estrutura, com danos em três pilares. O susto aconteceu em 13 de fevereiro de 2024, e desde então, centenas de pessoas estão morando fora de casa e sem previsão exata de quando poderão voltar.
Essa situação de espera tem gerado um enorme desgaste emocional e financeiro para as famílias. A construtora responsável, JR, bancou o aluguel para alguns, enquanto outros tiveram que se virar em colônias de férias. No entanto, o prazo de retorno tem sido constantemente adiado, deixando os proprietários no escuro.
Voltas adiadas
A incerteza sobre a data de regresso é um dos pontos que mais afligem os moradores. O jornalista Pedro Henrique Oliveira contou que a construtora já deu diversas datas para a entrega das chaves, desde agosto de 2024. “Chegamos a dezembro de 2025 e agora recebemos uma proposta de cronograma de que seria um retorno em 2026, no primeiro trimestre. Só que nós não temos mais clareza de quando é essa data”, disse ele, mostrando a falta de confiança nos novos cronogramas.
Para a pedagoga Raquel Miralhas, o drama é ainda maior. Ela revelou ter aplicado todo o dinheiro que tinha na compra de seu primeiro apartamento, ainda em 2019. “Tudo que eu tinha, todo suor, todo sacrifício, nós colocamos tudo aí. Então hoje vendo ele [o condomínio] do jeito que está e a gente não poder entrar é triste”, lamentou Raquel, desolada com a situação de ver seu investimento parado.
Obras e despesas milionárias
Enquanto as famílias aguardam, a Construtora JR informou que está fazendo um grande esforço para que os donos dos imóveis possam retornar em segurança. A empresa destacou que já gastou cerca de R$ 20 milhões até agora. Esse valor altíssimo cobre não só as obras de reforço da estrutura, mas também as despesas com o auxílio-moradia e aluguel para quem precisou sair.
Apesar de a construtora não confirmar a causa dos danos, e até mencionar que algumas unidades fizeram mudanças na estrutura ao longo dos anos, sem a devida permissão técnica, a empresa optou por arcar com os serviços e prometeu concluir o reforço estrutural. Eles garantem que estão seguindo todas as normas de engenharia para que o prédio se torne seguro novamente. A JR diz que toda a parte de base já está pronta e o acabamento, como pintura e reposição de piso, está na reta final, e que as famílias poderão voltar a partir de março de 2026.
Além da longa espera, os moradores relataram mais problemas envolvendo a construtora. Alguns itens pessoais deixados dentro dos apartamentos estão sendo danificados durante os trabalhos internos. A dona de casa Karina Zerbinatti ficou muito chateada ao ver a falta de cuidado.
Falta de cuidado e atrasos
"Meus tapetes estão jogados no chão ainda com pó de construção. Meu sofá branco está todo embolorado, preto. Não tem cuidado nenhum, nenhum. Televisão quebrada. Então, muita falta de cuidado", contou a moradora, indignada.
Outro ponto de tensão são os pagamentos dos aluguéis bancados pela empresa. Aposentada Lucia de Lima Silveira relatou que o apoio, que antes cobria água, luz e internet, parou. "Está atrasado cinco meses. Assim que a gente saiu e foi para o apartamento, eles deram ajuda de custo, pagavam tudo, água, luz, internet. Aí, de repente, pararam tudo", afirmou Lucia.
A construtora se defendeu das acusações de danos aos bens, dizendo que os moradores tiveram várias chances de entrar e retirar seus pertences antes do início dos trabalhos mais pesados.
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