Clima

Rajadas de até 93 km/h derrubam árvores e provocam transtornos na Baixada Santista

Ao menos 16 árvores caíram em cinco cidades nesta terça-feira (1º); ocorrências atingiram veículos, imóveis e redes elétricas, e o Porto de Santos ficou fechado por duas horas e meia

Ventos fortes provocaram a queda de ao menos 16 árvores em cinco municípios da Baixada Santista nesta terça-feira (1º). Em Mongaguá, duas árvores atingiram veículos; Santos registrou rajadas de até 93,41 km/h - Imagem: Paulo Henrique
Ventos fortes provocaram a queda de ao menos 16 árvores em cinco municípios da Baixada Santista nesta terça-feira (1º). Em Mongaguá, duas árvores atingiram veículos; Santos registrou rajadas de até 93,41 km/h - Imagem: Paulo Henrique

Redação Publicado em 01/09/2026, às 15h37


Rajadas de vento de até 93,41 km/h causaram a queda de 16 árvores e danos em várias cidades do litoral paulista, incluindo Santos e São Vicente, resultando em alagamentos e o fechamento temporário do Porto de Santos.

Santos registrou 77,2 mm de chuva em 72 horas, enquanto São Vicente contabilizou 42 mm nas últimas 24 horas, com a Defesa Civil mobilizada para atender as ocorrências e monitorar os morros em estado de observação.

Equipes municipais foram acionadas para a remoção de árvores e limpeza das áreas afetadas, e as operações portuárias foram retomadas após a melhora nas condições meteorológicas, embora a situação ainda exija atenção das autoridades locais.

Rajadas de vento que chegaram a 93,41 km/h provocaram a queda de ao menos 16 árvores e outros danos em Santos, São Vicente, Mongaguá, Guarujá e Cubatão nesta terça-feira (1º). Segundo balanços das prefeituras e das Defesas Civis municipais, as ocorrências também envolveram galhos, toldos e um telhado, além de atingirem veículos, residências e redes de energia. Em Santos, o vento levou ao fechamento temporário do Porto e a chuva provocou pontos de alagamento.

O maior registro de vento foi informado pela Praticagem de Santos, que mediu 93,41 km/h por volta das 0h20. Pela manhã, às 9h15, as rajadas ainda alcançaram 75,9 km/h. Praia Grande, Peruíbe, Itanhaém e Bertioga informaram que, até o levantamento divulgado, não havia ocorrências atendidas pelas respectivas Defesas Civis relacionadas ao episódio.

Santos acumulou 77,2 milímetros de chuva em 72 horas, segundo a prefeitura. Os morros permaneceram em estado de observação. Ao menos seis árvores caíram no município. As ocorrências foram registradas na Avenida Siqueira Campos, na Avenida Francisco Glicério com a Rua Sergipe, na Rua Vergueiro Steidel com a Rua Almirante Cochrane, na Rua Particular Lélia com a Avenida Epitácio Pessoa, na Rua Olintho Rodrigues Dantas com a Rua Comendador Martins e em um imóvel particular na Rua Vergueiro Steidel.

Equipes da Secretaria de Prefeituras Regionais foram mobilizadas para a retirada das árvores e a limpeza dos locais atingidos. A Avenida Nossa Senhora de Fátima também apresentou alagamento, principalmente nas proximidades da Rua Boris Kauffmann. Segundo a administração municipal, apenas a faixa da esquerda permanecia transitável nos dois sentidos no momento do balanço.

As condições meteorológicas também interferiram nas operações portuárias. O Porto de Santos permaneceu fechado entre 0h e 2h30 devido à intensidade dos ventos. Durante esse intervalo, um navio deixou de entrar no complexo. Após a melhora das condições, o porto foi reaberto e as operações voltaram a ocorrer sem restrições.

Em São Vicente, a prefeitura contabilizou 42 milímetros de chuva nas últimas 24 horas. Um ponto de alagamento foi registrado na Avenida Augusto Severo, próximo à Rua Armando Vitorio Bei. Apesar do acúmulo de água, a via seguia transitável, de acordo com o município. Uma árvore também caiu na Avenida Papa João Paulo II, na altura do km 3,5, bloqueando a passagem. Equipes municipais foram acionadas para realizar a remoção e liberar a via.

Mongaguá registrou rajadas de aproximadamente 42 km/h e cinco quedas de árvores no bairro Vera Cruz, segundo a prefeitura. Duas delas atingiram veículos. Não houve registro de feridos. A Defesa Civil também foi mobilizada para atender à queda de dois toldos na região central. De acordo com a administração municipal, os ventos contribuíram para as ocorrências. No caso das árvores, as condições anteriores das plantas também podem ter influenciado as quedas.

No Guarujá, as rajadas chegaram a 67,70 km/h, segundo a prefeitura. A Defesa Civil registrou a queda de duas árvores na região da Enseada. Uma delas atingiu a rede elétrica, enquanto a outra caiu dentro do terreno de uma residência. Não houve vítimas. No caso envolvendo a rede de energia, a Defesa Civil aguardava o atendimento da concessionária responsável para que a retirada da árvore pudesse ser feita com segurança.

Em Cubatão, equipes da Defesa Civil atenderam ocorrências envolvendo duas árvores, um galho e um telhado. Uma das árvores caiu sobre uma residência na Rua Belarmino do Amaral, no Jardim São Francisco. A outra atingiu a rede elétrica na Avenida Joaquim Miguel. Um galho também caiu sobre a rede de energia na Rua Marechal Deodoro, em frente à UME São Paulo, no Parque Fernando Jorge.

A CPFL foi acionada para as ocorrências relacionadas ao fornecimento de energia. A prefeitura informou ainda que equipes municipais foram chamadas após a queda de um telhado em um imóvel na Rua 25 de Dezembro, na Vila Natal.

Somados os registros divulgados pelas administrações municipais, foram contabilizadas ao menos 16 quedas de árvores: seis em Santos, uma em São Vicente, cinco em Mongaguá, duas no Guarujá e duas em Cubatão. Além dos danos provocados às estruturas urbanas, a combinação de chuva e vento afetou a circulação em algumas vias e exigiu a mobilização de equipes das Defesas Civis, prefeituras e concessionárias de energia ao longo desta terça-feira.