Fiscalização portuária

Receita Federal apreende 43 kg de cocaína em contêiner no Porto de Santos

Droga foi localizada por uma cadela farejadora escondida na estrutura de isolamento térmico de um contêiner refrigerado com destino à Holanda

Cadela farejadora da Alfândega de Santos identificou 43 kg de cocaína escondidos na estrutura de um contêiner refrigerado com destino à Holanda - Imagem: Divulgação/Receita Federal
Cadela farejadora da Alfândega de Santos identificou 43 kg de cocaína escondidos na estrutura de um contêiner refrigerado com destino à Holanda - Imagem: Divulgação/Receita Federal

Redação Publicado em 14/08/2026, às 13h28


A Receita Federal apreendeu 43 quilos de cocaína em um contêiner refrigerado no Porto de Santos, que tinha como destino o Porto de Roterdã, na Holanda, após a indicação de uma cadela farejadora. A droga estava oculta na estrutura de isolamento térmico do equipamento, separada da carga de suco de laranja concentrado.

A localização da cocaína dificultou sua identificação em inspeções convencionais, evidenciando a complexidade do tráfico internacional de drogas. A operação ressalta a importância do uso de cães farejadores nas fiscalizações realizadas pela Receita Federal.

A Polícia Federal assumiu a investigação para identificar os responsáveis pela inserção da droga no contêiner e esclarecer como a carga foi contaminada. Até o momento, não houve prisões relacionadas ao caso, e a análise do contêiner e da carga seguirá para avançar nas apurações.

A Receita Federal apreendeu 43 quilos de cocaína durante uma fiscalização no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, na quinta-feira (13). Os tabletes estavam ocultos na estrutura de isolamento térmico de um contêiner refrigerado que transportava suco de laranja concentrado e tinha como destino o Porto de Roterdã, na Holanda.

A carga foi identificada depois que uma cadela farejadora da Alfândega de Santos sinalizou a presença de material suspeito na área de refrigeração do contêiner. A droga não estava misturada à mercadoria transportada, mas escondida em uma parte estrutural do equipamento.

Após a indicação do animal, os agentes realizaram uma inspeção mais detalhada no contêiner. Para alcançar o compartimento onde os tabletes estavam ocultos, foi necessário retirar a parte traseira da estrutura.

Segundo a Receita Federal, a cocaína foi encontrada em um ponto utilizado para o isolamento térmico do contêiner refrigerado. A localização dificultava a identificação da droga durante uma inspeção convencional da carga. O equipamento era utilizado para transportar suco de laranja concentrado, mas os tabletes de cocaína estavam separados da mercadoria e escondidos na estrutura do contêiner.

A apreensão ocorreu em um terminal portuário de Santos, considerado o maior complexo portuário do Brasil. O carregamento seguiria por via marítima para Roterdã, nos Países Baixos.

Polícia Federal assume investigação

Depois da confirmação da presença da droga, a Polícia Federal (PF) foi acionada pela Receita Federal. O material apreendido foi encaminhado para os procedimentos de praxe, enquanto a investigação deverá buscar identificar os responsáveis pela inserção da cocaína no contêiner e esclarecer em que momento ocorreu a chamada contaminação da carga.

A ocorrência é tratada como uma possível tentativa de tráfico internacional de drogas, já que o destino declarado do contêiner era o exterior. Até a divulgação das informações, ninguém havia sido preso pela apreensão. A investigação policial deverá avançar a partir da análise do contêiner, da carga e dos demais elementos relacionados ao transporte.

Atuação de cães farejadores

A localização da droga contou com o trabalho de uma cadela farejadora vinculada à Alfândega de Santos. O animal indicou especificamente a região de refrigeração do contêiner, direcionando a fiscalização para a estrutura onde os tabletes estavam escondidos.

A Receita Federal utiliza cães de detecção em operações de fiscalização de cargas, veículos e encomendas como parte das ações de combate ao tráfico de drogas e ao contrabando.