Prefeitura alega que a atualização cadastral identificou imóveis irregulares, mas moradores contestam a precisão das avaliações realizadas

Redação Publicado em 21/01/2026, às 09h08
O começo de 2026 trouxe uma surpresa nada agradável para o bolso de muita gente em Itanhaém. Ao abrirem os carnês do IPTU deste ano, diversos moradores se depararam com valores muito acima do que estavam acostumados a pagar. A situação é tão crítica que, em alguns casos, o reajuste ultrapassou a casa dos 2.000%, transformando uma conta de algumas centenas de reais em uma dívida de milhares.
A mudança drástica nos valores não passou em branco e gerou revolta imediata. Na última semana, grupos de moradores insatisfeitos se reuniram na porta da prefeitura para protestar e exigir explicações sobre o novo método de cálculo usado pela administração municipal. A principal queixa é que a cobrança subiu de forma desproporcional e, segundo alguns relatos, com base em avaliações que não condizem com a realidade das casas.
O motivo da alta repentina
A Prefeitura de Itanhaém alega que não se trata apenas de um aumento de preço, mas sim de uma atualização cadastral necessária. Segundo a administração, foi feito um "pente-fino" na cidade que identificou cerca de 6 mil imóveis que estavam irregulares no sistema.
No papel, esses locais constavam apenas como terrenos vazios (lotes), pagando um imposto mais barato. Na prática, porém, já existiam casas ou comércios construídos ali. A prefeitura afirma que essa revisão atende a recomendações de órgãos fiscalizadores, como o Ministério Público (MP) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE), para ajustar as finanças do município.
Exemplos que assustam
Os casos relatados pelos moradores mostram o tamanho do impacto. Um morador do Jardim São Fernando viu sua conta saltar de R$ 610, que pagou em 2025, para quase R$ 13,5 mil agora em 2026. A explicação oficial é que o sistema detectou uma construção de alto padrão no terreno, avaliada em mais de R$ 1 milhão, o que fez o imposto disparar.
Outra situação complicada foi relatada no Jardim Anchieta. Lá, um contribuinte viu a taxa subir de R$ 114 para mais de R$ 2,5 mil. Ele reclama que a prefeitura usou apenas imagens aéreas (feitas por drones ou satélites) para definir o tamanho da casa, calculando uma área construída que, segundo ele, não existe de verdade.
Mesmo quem não construiu nada sentiu o peso da caneta. No bairro Cibratel, houve relatos de reajustes de quase 30% apenas pela valorização do imóvel e do terreno, sem que nenhuma parede nova fosse levantada. Além disso, uma lei aprovada em setembro do ano passado já havia autorizado um aumento de 10% no valor do metro quadrado para o cálculo deste ano.
Como pedir revisão
Para quem acha que a cobrança veio errada ou que o valor está injusto, existe um caminho para reclamar. A prefeitura informou que os moradores podem pedir uma revisão do cálculo.
O atendimento é feito presencialmente no Paço Municipal Anchieta, que fica na Avenida Washington Luiz, 75, no Centro. O setor de Protocolo funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. Também é possível tirar dúvidas pelo telefone (13) 3421-1600, ramal 1230. A recomendação é levar documentos que comprovem a área real do imóvel para contestar a medição feita pela prefeitura.
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