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Risco na internet: Anvisa veta remédios para emagrecer vendidos sem registro no Instagram

Produtos sem registro podem ser contaminados ou tóxicos, aumentando os riscos à saúde dos usuários

Agência Nacional de Vigilância Sanitária proíbe fabricação e uso de medicamentos injetáveis sem garantia de qualidade - Foto: Reprodução
Agência Nacional de Vigilância Sanitária proíbe fabricação e uso de medicamentos injetáveis sem garantia de qualidade - Foto: Reprodução

Redação Publicado em 22/01/2026, às 10h14


Quem navega pelas redes sociais em busca de fórmulas mágicas para perder peso precisa acender o sinal de alerta máximo. Aquelas ofertas tentadoras de medicamentos injetáveis, conhecidos popularmente na internet como "canetas emagrecedoras do Paraguai", acabam de entrar na mira da fiscalização sanitária. O motivo é simples e preocupante: ninguém sabe ao certo o que tem dentro desses frascos e nem quem os fabricou, o que coloca a saúde de quem usa em grave perigo.

Por serem produtos de origem duvidosa e sem nenhuma garantia de qualidade, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou uma medida drástica nesta quarta-feira (21). O órgão publicou uma resolução no Diário Oficial da União proibindo absolutamente tudo relacionado a esses itens: fabricação, importação, distribuição, propaganda e, claro, o uso por parte da população.

A decisão atinge em cheio os medicamentos à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG. Além deles, a proibição é ainda mais ampla para os produtos que contêm retatrutida: nesse caso, todas as marcas e todos os lotes encontrados no mercado estão vetados.

Venda ilegal nas redes

O principal problema identificado pelos fiscais é a informalidade perigosa do negócio. Segundo a Anvisa, esses remédios vinham ganhando fama sendo vendidos livremente em perfis no Instagram, sem passar por nenhum controle. As empresas responsáveis pela produção são completamente desconhecidas das autoridades brasileiras.

Isso significa que esses produtos não possuem registro, notificação ou qualquer tipo de cadastro no sistema de saúde do país. Basicamente, eles funcionam na clandestinidade. Ao comprar um item desse tipo, o consumidor está dando um "tiro no escuro", pois não há como rastrear a procedência da substância injetada no próprio corpo.

Risco à saúde

A agência reguladora foi enfática no comunicado oficial. O alerta destaca que, por serem irregulares, "não há garantia sobre o seu conteúdo ou qualidade". Na prática, o que é vendido como um emagrecedor potente pode ser algo contaminado, ineficaz ou até tóxico.

Por conta disso, a recomendação da Anvisa é de tolerância zero: essas canetas não devem ser utilizadas "em nenhuma hipótese". A orientação para quem adquiriu algum desses itens das marcas citadas ou através de vendedores informais é interromper o uso imediatamente e descartar o produto, evitando riscos desnecessários à saúde em nome da estética.