Memória

Rochas retiradas de reservatório de água foram reaproveitadas na estrutura do Emissário Submarino de Santos

Material de formação geológica estimada em 600 milhões de anos foi usado para proteger a tubulação contra o impacto das ondas; pedras são semelhantes às encontradas no Pão de Açúcar

Rochas retiradas durante a construção do Reservatório-Túnel Santa Tereza-Voturuá foram reaproveitadas na estrutura de proteção do Emissário Submarino de Santos, no litoral de São Paulo - Imagem: Divulgação/Sabesp e Alexsander Ferraz/AT
Rochas retiradas durante a construção do Reservatório-Túnel Santa Tereza-Voturuá foram reaproveitadas na estrutura de proteção do Emissário Submarino de Santos, no litoral de São Paulo - Imagem: Divulgação/Sabesp e Alexsander Ferraz/AT

Redação Publicado em 17/07/2026, às 15h41


Rochas retiradas da construção do Reservatório Túnel Santa Tereza-Voturuá foram reutilizadas na proteção do Emissário Submarino de Santos, contribuindo para a estrutura que protege a tubulação submarina contra ondas. Essa iniciativa demonstra um esforço de sustentabilidade na gestão de recursos durante a obra.

O reservatório, com capacidade para 110 milhões de litros, é parte do sistema de abastecimento da Baixada Santista, beneficiando cidades como Santos e São Vicente, além de reforçar o fornecimento para Praia Grande e Guarujá. A construção do emissário foi impulsionada pelo crescimento populacional e a necessidade de melhorar a rede de saneamento na região.

O Emissário Submarino de Santos, em operação desde a década de 1970, possui quatro quilômetros de tubulação e é responsável pela disposição de efluentes tratados no mar. A área do antigo canteiro de obras foi transformada em parque municipal em 2010, que agora oferece diversas opções de lazer e abriga o Museu do Surfe de Santos.

Rochas retiradas durante a construção do Reservatório Túnel Santa Tereza-Voturuá foram reaproveitadas na implantação da estrutura de proteção do Emissário Submarino de Santos, no litoral de São Paulo. De acordo com a Sabesp, o material foi utilizado para amortecer o impacto das ondas e formar a plataforma sobre a qual a tubulação submarina foi instalada.

As pedras são de granito gnaisse e têm formação geológica estimada em cerca de 600 milhões de anos. O tipo de rocha também está presente na formação do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. O reservatório foi escavado entre os morros Santa Terezinha, em Santos, e Voturuá, em São Vicente.

O reaproveitamento do material ocorreu durante as obras do reservatório, que possui capacidade para armazenar 110 milhões de litros de água. A estrutura integra o sistema de abastecimento da Baixada Santista e atende Santos e São Vicente, além de reforçar o fornecimento de água para Praia Grande e Guarujá, segundo a Sabesp.

Emissário possui quatro quilômetros de tubulação

O Emissário Submarino de Santos está em operação desde a década de 1970 e recebe os despejos domiciliares tratados na Estação de Pré-Condicionamento de Esgotos Saturnino de Brito. O sistema é responsável pela disposição final dos efluentes tratados no mar.

A estrutura tem quatro quilômetros de extensão e tubulação com 1,75 metro de diâmetro. Os tubos foram transportados da Itália por embarcações. Segundo a Sabesp, o emissário utiliza difusores para a liberação dos efluentes. A extremidade da tubulação é fechada e a dispersão ocorre por meio de uma sequência de aberturas instaladas nos metros finais.

Antes da implantação do sistema, os despejos eram lançados no Canto do Forte, em Praia Grande. Conforme a companhia, a construção do emissário foi motivada pela necessidade de ampliação da rede de saneamento diante do crescimento populacional e do desenvolvimento turístico da região.

Área do antigo canteiro deu origem a parque municipal

A construção do emissário também está relacionada à origem do Parque Municipal Roberto Mário Santini, em Santos. Segundo a Prefeitura, a obra foi executada pela Sabesp e o antigo canteiro de obras foi posteriormente repassado ao município. O espaço foi transformado em parque em 2010.

O projeto é do arquiteto Ruy Ohtake e inclui uma escultura em ferro da artista plástica Tomie Ohtake. Atualmente, o local conta com pista de skate, ciclovia, aparelhos de ginástica ao ar livre e espaço para patinação.

O parque também abriga o Museu do Surfe de Santos, que reúne mais de 70 pranchas históricas e mantém um acervo relacionado à evolução do esporte na cidade e no Brasil.


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