Entre janeiro e junho de 2026, foram removidas 1.966,3 toneladas de resíduos e gordura; Santos liderou o volume, com 574 toneladas, apesar de queda regional de cerca de 18% em relação ao ano anterior

Redação Publicado em 31/08/2026, às 16h32
A Sabesp removeu 1.966,3 toneladas de lixo e gordura das redes de esgoto da Baixada Santista no primeiro semestre de 2026, com Santos liderando o volume de resíduos, o que pode causar entupimentos e extravasamentos nas ruas.
Entre os materiais descartados inadequadamente estão fraldas, absorventes e óleo de cozinha, e a média mensal de resíduos caiu 18% em relação a 2025, mas ainda gera impactos significativos no sistema de esgoto.
A Sabesp realiza serviços preventivos em 353 estações elevatórias e recomenda que resíduos sólidos sejam descartados no lixo comum, enquanto o óleo deve ser encaminhado a pontos de coleta, visando minimizar obstruções nas tubulações.
A Sabesp retirou 1.966,3 toneladas de lixo e gordura das redes de esgoto da Baixada Santista entre janeiro e junho de 2026. Santos concentrou o maior volume, com 574 toneladas, seguido por São Vicente, com 432,6 toneladas. Segundo a companhia, o descarte inadequado de materiais em pias e vasos sanitários pode provocar entupimentos, extravasamentos nas ruas e até o retorno de esgoto para dentro dos imóveis.
Entre os resíduos encontrados pelas equipes estão fraldas, absorventes, embalagens plásticas, cotonetes, fio dental e preservativos. Esses materiais ficaram retidos em redes, peneiras e grades instaladas antes da chegada do esgoto aos equipamentos de bombeamento e às estações de tratamento. Apesar do volume elevado, a Sabesp registrou redução na comparação com 2025.
Santos foi o município com maior quantidade de resíduos retirados no primeiro semestre, com 574 toneladas. São Vicente aparece em seguida, com 432,6 toneladas. Guarujá registrou 253,6 toneladas, enquanto Mongaguá teve 174,7 toneladas. Praia Grande somou 147,7 toneladas e Bertioga, 131,2. Peruíbe registrou 106,8 toneladas, Cubatão, 81,2, e Itanhaém, 64,5 toneladas.
De acordo com a Sabesp, a média mensal de resíduos retirados das redes da Baixada Santista caiu de aproximadamente 400 toneladas em 2025 para 327 toneladas em 2026. A redução é de cerca de 18%. Mesmo com a queda, a companhia alerta que o descarte irregular continua gerando impactos no sistema de esgotamento sanitário. Quando materiais sólidos ou gordura se acumulam nas tubulações, podem ocorrer obstruções que comprometem o fluxo normal do esgoto.
Segundo a Sabesp, resíduos jogados em locais inadequados podem provocar extravasamentos em vias públicas e refluxo para residências e estabelecimentos. Em casos mais graves, a obstrução pode exigir intervenções maiores, como a abertura do pavimento e a substituição de trechos da tubulação. Óleo de cozinha e gordura também estão entre os materiais que prejudicam o funcionamento das redes. Ao serem despejados diretamente nas pias, podem aderir às paredes das tubulações e facilitar a formação de bloqueios.
Outro problema apontado pela companhia é a conexão irregular da drenagem de água da chuva ao sistema de esgotamento sanitário. Esse tipo de ligação aumenta de forma indevida o volume recebido pelas tubulações, principalmente em períodos de chuva, e pode sobrecarregar a estrutura. A prática é proibida pela Deliberação nº 106 da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).
Na Baixada Santista, a Sabesp realiza serviços preventivos em 353 estações elevatórias e 18 estações de tratamento de esgoto. As estações elevatórias são responsáveis por bombear o esgoto quando o deslocamento natural pela gravidade não é suficiente. Os resíduos retirados durante as operações de limpeza e manutenção são encaminhados para aterros sanitários licenciados.
A orientação da Sabesp é que fraldas, absorventes, preservativos, cotonetes, fio dental, plásticos e outros resíduos sólidos sejam sempre descartados no lixo comum, nunca em vasos sanitários ou pias. O óleo de cozinha usado deve ser colocado em um recipiente adequado e encaminhado a pontos específicos de coleta. A caixa de gordura deve receber somente a água proveniente da pia da cozinha ou da churrasqueira e precisa passar por limpeza periódica.
Segundo a companhia, essas medidas ajudam a reduzir o risco de entupimentos e contribuem para o funcionamento adequado da rede de esgoto.
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