Vitor Young, de 32 anos, é um dos quatro brasileiros detidos após abordagem a embarcação de ativistas contra a caça de baleias; retorno do marinheiro ainda não foi confirmado

Redação Publicado em 17/08/2026, às 16h43
Vitor Young, um brasileiro de 32 anos, está detido na Islândia há mais de 15 dias após ser interceptado em uma embarcação ligada a uma missão contra a caça de baleias, enquanto outros três compatriotas já têm data para deportação.
Ele foi contratado como contramestre e não fazia parte da organização ambiental, que estava realizando a Operação 86, quando a Guarda Costeira islandesa abordou o barco Bandero, que participava da missão.
O Itamaraty está em contato com as autoridades islandesas para acompanhar o caso e prestar assistência consular, enquanto a família de Vitor aguarda a confirmação da data de deportação, prevista para quarta-feira (19).
O santista Vitor Young, de 32 anos, permanece na Islândia há mais de 15 dias, após ser detido junto a outros três brasileiros durante uma abordagem a uma embarcação ligada a uma missão contra a caça de baleias. O caso ocorreu em 30 de julho, quando a Guarda Costeira e autoridades islandesas interceptaram o barco Bandero, que participava da chamada Operação 86.
As autoridades da Islândia determinaram a deportação dos tripulantes. Entretanto, Vitor é o único dos quatro brasileiros que ainda não possui uma data oficialmente confirmada para deixar o país. Segundo o pai do marinheiro, Marcelo Young, a previsão é que o filho seja deportado na quarta-feira (19), mas a informação ainda depende de confirmação das autoridades.
Enquanto aguarda a definição, Vitor permanece na embarcação e precisa se apresentar periodicamente à polícia islandesa.
De acordo com Marcelo, o filho não integrava a organização ambiental responsável pela missão. O santista teria sido contratado exclusivamente para trabalhar como contramestre, função relacionada à coordenação da tripulação do convés, às manobras e às atividades de manutenção e segurança da embarcação.
O Bandero estava sendo utilizado em uma operação conduzida pela Captain Paul Watson Foundation, organização internacional que atua contra a caça de baleias. Segundo a fundação, a abordagem das autoridades ocorreu depois que os ativistas conseguiram interromper uma operação de caça. O pai de Vitor afirmou que o filho estava no barco por motivos profissionais e não por envolvimento com a campanha ambiental.
Quatro brasileiros foram detidos
Além de Vitor, outros três brasileiros estavam entre os integrantes da embarcação abordada pelas autoridades islandesas. São eles:
Victor Calixto, de 23 anos, marinheiro, de Ilhabela (SP);
Lucas Barbosa, de 28 anos, cozinheiro, de Craíbas (AL);
Rui Amorim, de 52 anos, médico de bordo, de Fortaleza (CE).
Ao todo, a missão reunia 21 pessoas de diferentes nacionalidades. Segundo as informações divulgadas pela Sea Shepherd Brasil, a embarcação foi escoltada até Reykjavík, capital da Islândia, após a intervenção das autoridades.
A organização ambiental informou inicialmente que os tripulantes permaneceram sem comunicação por várias horas após a abordagem. Posteriormente, eles conseguiram utilizar computadores para entrar em contato com familiares.
Retorno dos brasileiros
Segundo Marcelo Young, um comunicado enviado pelo governo islandês indicou datas previstas para o retorno de parte dos brasileiros. Victor Calixto, Lucas Barbosa e Rui Amorim deveriam deixar o país entre segunda-feira (17) e terça-feira (18). Para Vitor, a previsão apresentada seria quarta-feira (19), mas a data ainda não havia sido confirmada oficialmente.
A indefinição preocupa a família do santista. Marcelo afirmou que não recebeu informações suficientes sobre o motivo de o filho permanecer na Islândia enquanto outros integrantes da tripulação já tiveram o retorno encaminhado.
Itamaraty acompanha o caso
Após a detenção, o Ministério das Relações Exteriores informou que a Embaixada do Brasil em Oslo mantinha contato com as autoridades islandesas para obter informações sobre os brasileiros e prestar assistência consular.
A situação de Vitor foi novamente questionada ao Itamaraty diante da ausência de uma confirmação sobre a data de retorno, mas não havia manifestação até a última atualização das informações utilizadas nesta reportagem.
Mesmo após a apreensão dos celulares durante a abordagem, Vitor conseguiu posteriormente estabelecer comunicação com familiares por meio de um notebook. Nas mensagens enviadas à família, o marinheiro afirmou que estava bem e relatou que os policiais islandeses haviam permitido o contato. O pai informou que acompanha a situação à distância enquanto aguarda a definição sobre a deportação.
O caso permanece acompanhado pelas autoridades brasileiras e islandesas.
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