Jazigo moderno em mármore e a placa com QR Code contam a trajetória de Patrícia Galvão, ícone do século 20

Redação Publicado em 09/03/2026, às 09h54
A história de Patrícia Galvão, a nossa eterna Pagu, ganhou um novo capítulo de reconhecimento em Santos. No último domingo (08), data em que se celebrou o Dia Internacional da Mulher, a prefeitura inaugurou um jazigo especial para a escritora no Cemitério da Filosofia, localizado no bairro do Saboó. O novo espaço foi planejado para ser um ponto de fácil acesso, ficando logo na entrada do local, cercado por um jardim, para que admiradores e turistas consigam visitar e prestar homenagens com mais comodidade.
O local agora conta com uma estrutura moderna em mármore e uma placa de acrílico que traz uma das frases mais famosas da ativista: “Sonhe, tenha até pesadelo se necessário for, mas sonhe”. Além da frase e de fotos que ajudam a contar quem foi essa mulher tão importante, a placa possui um QR Code. Quem passar por lá pode usar o celular para acessar um site exclusivo com detalhes sobre a vida e a carreira de Pagu, que foi uma das figuras mais marcantes do século 20.
Reconhecimento e representatividade feminina
A iniciativa fez parte das comemorações do Mês da Mulher e buscou destacar não apenas a importância de Pagu, mas de todas as mulheres que ajudam a construir a história da cidade. Durante a entrega do espaço, o secretário das Prefeituras Regionais, Rivaldo Santos, aproveitou para elogiar o trabalho das funcionárias que cuidam dos cemitérios de Santos. Para ele, o esforço dessas mulheres na zeladoria e na preservação da memória de quem já partiu combina perfeitamente com a força que Pagu sempre demonstrou em vida.
A cerimônia realizada no domingo reuniu parentes da escritora, autoridades locais e muitos fãs que fazem questão de manter seu legado vivo. Pagu teve uma trajetória de pioneirismo: além de escritora e jornalista, ela foi a primeira mulher a ser presa por motivos políticos no Brasil. Mesmo tendo nascido no interior, ela escolheu Santos para viver e desenvolver grande parte do seu trabalho cultural, criando um laço de amor com a cidade que dura até hoje.
Vozes que mantêm a história viva
Lúcia Teixeira, que escreveu quatro livros sobre a homenageada, esteve presente e lembrou que tentaram calar Pagu diversas vezes, mas sua voz continua ecoando na luta por liberdade e direitos. Ela ressaltou que Patrícia Galvão nunca gostou de caminhos fáceis, assim como a maioria das mulheres brasileiras. Leda Cintra, nora da escritora, também reforçou que a mensagem de autonomia e dignidade deixada por ela continua super atual, servindo de inspiração para que as mulheres vivam do jeito que escolherem.
Agora que o Dia da Mulher passou, o novo jazigo de Pagu em Santos permanece como um símbolo permanente de resistência. A ideia da prefeitura é que o ponto se torne uma parada obrigatória para quem deseja entender melhor a identidade cultural santista e a coragem de uma mulher que nunca teve medo de pensar e falar o que acreditava, abrindo portas para as gerações que vieram depois dela.
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