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Santos inaugura sede para combate à tuberculose e projeta cura de 80% até 2029

Unidade na Avenida Washington Luiz oferece estrutura mais ampla para casos complexos e exames de contato

Ambulatório especializado atenderá casos complexos e utilizará aplicativo para monitoramento de pacientes - Foto: Divulgação/ Prefeitura de Santos
Ambulatório especializado atenderá casos complexos e utilizará aplicativo para monitoramento de pacientes - Foto: Divulgação/ Prefeitura de Santos

Redação Publicado em 15/05/2026, às 08h45


Os pacientes de Santos que realizam acompanhamento contra a tuberculose já contam com um novo espaço de atendimento. O Ambulatório Especializado mudou-se para a Avenida Washington Luiz, 85, no bairro Encruzilhada. A nova sede é maior, mais acessível e foi planejada para tornar o tratamento, que costuma ser longo e rigoroso, mais humanizado e confortável.

A mudança faz parte de um plano ambicioso da Secretaria de Saúde para o período de 2026-2029, que pretende elevar a taxa de cura da doença na cidade de 50% para 80% até o final de 2029.

Atendimento focado e tecnológico

O ambulatório não é uma unidade de "porta aberta"; o paciente deve ser encaminhado pelas policlínicas. O foco do novo espaço são os casos mais complexos, como:

  • Tratamentos com pneumologistas e pediatria (até 12 anos).
  • Casos de reaparecimento da doença (recidivas) ou resistência a medicamentos.
  • Acompanhamento de pessoas que tiveram contato com doentes, mesmo sem sintomas.
  • Realização do exame PPD (teste de pele para detectar a infecção).

Uma das grandes novidades anunciadas é o uso da tecnologia no tratamento: ainda este mês, a prefeitura inicia o teste de um aplicativo de monitoramento online. A ferramenta ajudará os profissionais a acompanharem se os pacientes estão ingerindo a medicação corretamente, o que é fundamental para evitar que a bactéria se torne resistente.

Desafio dos números

Santos enfrenta um cenário desafiador. Em 2025, foram 402 casos confirmados (96 para cada 100 mil habitantes). Com o reforço nas buscas ativas e a melhoria da estrutura, a tendência é que o número de diagnósticos suba inicialmente, o que a prefeitura vê como algo positivo, já que significa que menos pessoas estão transmitindo a doença sem saber.

A estratégia da cidade também conta com a força da Comissão Municipal de Enfrentamento da Tuberculose, criada no final do ano passado, que une saúde, desenvolvimento social e até a Cohab para tratar o problema de forma integrada, olhando para as condições de moradia e assistência social dos pacientes.