Dispositivo plástico com efeito de seis meses será instalado a partir desta sexta (19) em imóveis especiais

Redação Publicado em 18/06/2026, às 10h41
A cidade de Santos passará a contar com um novo reforço tecnológico nas ações de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) adquiriu um lote de um novo larvicida regulador de crescimento, projetado especificamente para impedir que as larvas atinjam a fase adulta, interrompendo o ciclo de reprodução do inseto.
O dispositivo possui o formato de um disco plástico e começará a ser instalado pelas equipes de campo a partir desta sexta-feira (19). Nesta primeira etapa, a aplicação será concentrada nos chamados "imóveis especiais", definidos pela vigilância como locais de grande porte ou alta rotatividade de público, como hotéis, transportadoras, ferros-velhos e grandes comércios, monitorados periodicamente pelo município. Os agentes de combate às endemias fixarão ou depositarão os discos no interior de grandes reservatórios de água, caixas-d'água destampadas, poços de elevadores e outros recipientes com água parada.
Tecnologia de bloqueio e ação por seis meses
A principal característica do novo insumo é a sua durabilidade e o método de eliminação biológica. Cada disco plástico é dimensionado para tratar reservatórios que possuam capacidade volumétrica entre 40 e 500 litros de água, mantendo uma liberação gradual dos ativos com ação prolongada e eficaz por até seis meses, o que otimiza o cronograma de visitas dos agentes de saúde.
A Diretoria de Vigilância em Saúde de Santos detalha que o mecanismo atua de forma hormonal no ecossistema do criadouro. As larvas não sofrem morte imediata após o contato inicial com a água tratada; elas continuam se desenvolvendo nos primeiros estágios, mas o regulador hormonal bloqueia quimicamente a metamorfose da fase de pupa para a fase de mosquito alado (adulto), impedindo que o vetor chegue às ruas para transmitir os vírus.
Fase de testes e avaliação biológica
Ao todo, a administração municipal adquiriu um lote inicial contendo 1 mil unidades do larvicida. A Secretaria de Saúde informou que o uso do dispositivo ocorre em caráter experimental para avaliar o comportamento do produto no cenário climático e urbano da Baixada Santista.
Os dados de eficácia e a queda no índice de infestação predial da área testada serão monitorados de perto pelos biólogos e técnicos do Centro de Controle de Zoonoses e Vetores (CCZV) de Santos antes de o município planejar uma compra em escala maior para distribuição na rede residencial comum.
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