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Santos sobe no ranking nacional e se consolida como a 4ª melhor em saneamento básico

Com nota máxima nos indicadores de atendimento, cidade agora investe em parceria com a Sabesp

Com índices de abastecimento quase perfeitos, Santos se destaca no ranking nacional de saneamento básico, subindo quatro posições - Foto: Divulgação/ Prefeitura de Santos
Com índices de abastecimento quase perfeitos, Santos se destaca no ranking nacional de saneamento básico, subindo quatro posições - Foto: Divulgação/ Prefeitura de Santos

Redação Publicado em 19/03/2026, às 13h02


Com índices quase perfeitos de abastecimento e um dos menores níveis de desperdício de água do país, Santos alcançou a quarta posição no ranking nacional de saneamento básico. O levantamento divulgado pelo Instituto Trata Brasil (ITB) avaliou os 100 municípios mais populosos do Brasil e confirmou a evolução do serviço local, que subiu quatro colocações em relação à última pesquisa oficial.

Na Baixada Santista, outras três vizinhas também apareceram na lista, mas em posições um pouco mais distantes. Praia Grande ficou em 22º lugar, seguida por São Vicente (25º) e Guarujá (36º). O estudo utilizou como base os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico, vinculados ao Ministério das Cidades, com números referentes a 2024.

Notas máximas 

Para chegar ao topo da tabela e empatar tecnicamente com as primeiras colocadas (Franca, São José do Rio Preto e Campinas), o município precisou tirar nota máxima em três categorias principais: nível de atendimento, evolução dos serviços e eficiência. Na prática, isso demonstra que a rede de água encanada chega a 99,33% das casas, enquanto a coleta de esgoto alcança 98,43% dos moradores. Além disso, quase 82% de todo o material recolhido recebe o tratamento adequado antes de ser devolvido à natureza.

Entre 2020 e 2024, o montante investido na área ultrapassou a marca de R$ 185 milhões. No entanto, o que realmente colocou Santos em evidência e serviu como critério de desempate foi o controle rígido contra vazamentos. A perda na distribuição de água é de apenas 5,35%, sendo o menor índice entre as 20 primeiras colocadas. O valor é muito inferior ao limite considerado aceitável pelo governo federal, que é de 25%.

Raízes históricas

A boa estrutura urbana não é exatamente uma novidade na região. A tradição sanitária vem desde o início do século passado, com a construção dos famosos canais idealizados pelo engenheiro Saturnino de Brito. Esse sistema pioneiro foi criado justamente para evitar enchentes, afastar doenças e organizar o traçado das ruas. Para manter essa rede funcionando bem, a prefeitura lançou recentemente o Procanais, um projeto focado na limpeza e recuperação permanente dessas galerias.

Mesmo com números que superam as médias nacionais, o grande desafio atual é levar essa mesma infraestrutura para as áreas mais vulneráveis e de difícil acesso. Uma parceria recente firmada com a Sabesp promete mudar a realidade de milhares de pessoas que vivem nas palafitas da Vila Gilda. Até o fim deste ano, o projeto pretende instalar redes regulares de água e esgoto para cerca de 2.500 moradias suspensas. A ação faz parte do projeto de reurbanização do Parque Palafitas, garantindo mais saúde e dignidade para as famílias, além de evitar o descarte de resíduos direto na maré.