Notícias

São Vicente lança operação 'Fim da Linha' contra cerol após morte de motociclista na Imigrantes

Ações de fiscalização foram intensificadas nos bairros após a morte de um jovem motociclista na última quarta-feira (8)

Após tragédia com jovem de 21 anos, São Vicente fecha o cerco contra venda de linhas cortantes - Imagem: Divulgação
Após tragédia com jovem de 21 anos, São Vicente fecha o cerco contra venda de linhas cortantes - Imagem: Divulgação

Redação Publicado em 14/07/2026, às 13h34


A chegada do período de férias escolares e o aumento da prática de soltar pipas acenderam o alerta em São Vicente, no litoral de São Paulo. A administração municipal intensificou as ações de combate ao uso e à comercialização de cerol e outras linhas cortantes. A urgência da fiscalização foi reforçada por uma tragédia recente: na última quarta-feira (8), um motociclista de apenas 21 anos morreu após ser atingido no pescoço por uma linha com cerol na Rodovia dos Imigrantes.

Como resposta imediata, a prefeitura deflagrou a Operação Fim da Linha. Nesta segunda-feira (13), as equipes de fiscalização percorreram as ruas dos bairros Vila Margarida e Jóquei Clube, apreendendo materiais irregulares e realizando um trabalho de conscientização com moradores e comerciantes da região.

Fiscalização no comércio e conscientização

Durante as vistorias nos bairros, os agentes públicos fiscalizaram estabelecimentos comerciais para identificar a venda clandestina de materiais proibidos. Além das buscas, as equipes conversaram com proprietários de comércios e moradores sobre os perigos reais que essas linhas representam para a comunidade.

O secretário de Comércio, Indústria e Negócios Portuários, Fernando Paulino, destacou o papel da sociedade na prevenção de novos acidentes:

“Ações como essa são fundamentais para preservar vidas. Além da fiscalização, é essencial que as famílias também orientem crianças e adolescentes.”

Proibição e penalidades severas

O uso, a fabricação, a comercialização, o porte e a distribuição de cerol (mistura de cola e vidro moído), de linha chilena (feita com quartzo moído e óxido de alumínio) ou de qualquer outro composto cortante são expressamente proibidos por lei.

  • As punições para quem descumpre as normas incluem:
  • Apreensão imediata de todo o material cortante e das pipas;
  • Aplicação de multas aos infratores ou aos seus responsáveis legais (no caso de menores de idade);
  • Sanções administrativas graves para comerciantes, que podem perder o alvará de funcionamento e ter a licença do estabelecimento definitivamente cassada.

Como denunciar a venda e o uso ilegal

A colaboração dos moradores é considerada peça-chave para o sucesso das fiscalizações. Quem flagrar a venda ou o uso de cerol e linha chilena em São Vicente pode fazer uma denúncia anônima diretamente para as forças de segurança:

Telefone: Central 153 (atendimento da Guarda Civil Municipal - GCM).