Munícipe terá direito a 20% do valor da multa arrecadada após denúncia comprovada com fotos ou vídeos

Redação Publicado em 22/04/2026, às 13h14
A Prefeitura de São Vicente decidiu inovar no combate ao descarte irregular de resíduos sólidos. Através do novo Programa Municipal de Fiscalização Colaborativa, o munícipe que flagrar alguém jogando lixo em local proibido e fizer a denúncia poderá receber uma recompensa financeira. A iniciativa, oficializada pela Lei Complementar nº 1.232, transforma o morador em um parceiro direto da fiscalização ambiental da cidade.
Como funciona a recompensa
O incentivo é simples: se a denúncia feita pelo cidadão resultar em uma multa que seja efetivamente paga pelo infrator, o denunciante terá direito a um crédito correspondente a 20% do valor arrecadado. Esse montante será repassado ao munícipe após o dinheiro entrar nos cofres públicos.
Vale destacar que, embora denúncias anônimas ajudem na limpeza da cidade, elas não dão direito ao prêmio em dinheiro. Para receber o valor, é necessário estar devidamente identificado e com cadastro atualizado junto à prefeitura.
O que é preciso para denunciar?
Para que a fiscalização consiga agir, a denúncia não pode ser apenas um relato vago. O programa exige elementos mínimos de prova para garantir que o infrator seja identificado. São necessários:
Registro visual: Fotos ou vídeos que mostrem o ato do descarte;
Localização exata: Endereço ou ponto de referência preciso;
Dados do infrator: Placa do veículo utilizado, identificação da pessoa ou outros detalhes que ajudem na apuração;
Data e hora: Informação aproximada de quando o fato ocorreu.
Punições para denúncias falsas
A prefeitura também criou regras rígidas para evitar que o programa seja usado para perseguições pessoais ou mentiras. Quem agir de má-fé ou fizer denúncias falsas poderá ser multado em até 50% do valor da infração que tentou inventar, além de responder judicialmente nas esferas civil e criminal.
Por outro lado, quem denunciar corretamente terá seus dados mantidos em sigilo absoluto. A identidade do morador será protegida pela administração pública e usada apenas para os trâmites internos de pagamento da recompensa.
Com essa medida, São Vicente espera não apenas limpar as ruas, mas criar uma consciência coletiva de que o descarte irregular pesa no bolso, tanto de quem comete o erro quanto de quem ajuda a fiscalizar.
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