Município registrou 715 cortes no primeiro mês do ano; setor de educação teve salto alarmante de 2.655%

Redação Publicado em 06/03/2026, às 09h16
São Vicente iniciou o ano de 2026 com um cenário desafiador para o mercado de trabalho formal. De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o município foi responsável por 32,43% de todas as demissões registradas na Baixada Santista em janeiro. O volume de dispensas saltou de 303, no mesmo período do ano passado, para 715 cortes, representando uma alta expressiva de 133,66% em apenas doze meses.
A cidade encabeça a lista de perdas de postos de trabalho na região, superando municípios vizinhos como Guarujá, que registrou 632 baixas, e Praia Grande, com 333. O levantamento acende um alerta para a economia local, especialmente pela concentração de desligamentos em pilares fundamentais do setor produtivo da cidade.
Educação e serviços sob forte pressão
O impacto mais severo foi sentido no setor de Serviços, que liderou o ranking de dispensas com 592 baixas, um crescimento de 341,79% em relação às 134 ocorridas em janeiro de 2025. No entanto, o dado mais alarmante veio do setor de Educação: as demissões dispararam de apenas 18 no ano anterior para 496 em 2026, um aumento percentual vertiginoso de 2.655,56%.
O comércio também não passou ileso ao movimento de retração. O setor registrou 163 desligamentos em janeiro, uma alta de 6,54% no comparativo anual. Analistas apontam que o fim dos contratos temporários de final de ano e ajustes estruturais em grandes redes podem ter influenciado esses índices negativos.
Construção civil e indústria como pontos de equilíbrio
Apesar do saldo majoritariamente negativo, a Construção Civil surgiu como o principal alento para o trabalhador vicentino. O setor, que em janeiro de 2025 havia demitido 32 pessoas, inverteu a tendência e fechou o primeiro mês de 2026 com 36 novas admissões. Esse movimento sugere a retomada de canteiros de obras ou novos empreendimentos imobiliários na cidade.
A Indústria também conseguiu se manter no "azul", embora com fôlego reduzido. Foram registradas quatro novas contratações líquidas, uma queda de 69,23% frente aos 13 admitidos no ano anterior. Dentro deste segmento, a fabricação de laticínios mostrou resiliência, com 15 admissões contra apenas sete desligamentos, consolidando-se como um nicho estável em meio à turbulência do mercado de trabalho local.
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