Com a nova verba, a gestão municipal espera estabilizar o atendimento sem comprometer outras áreas do orçamento da cidade

Redação Publicado em 09/01/2026, às 09h09
Durante muito tempo, a conta da saúde pública em São Vicente simplesmente não fechava. A prefeitura arcava com uma responsabilidade financeira muito maior do que o suporte que recebia de Brasília, o que gerava um buraco no orçamento municipal. Mas esse cenário vai mudar: agora, a administração municipal conseguiu provar que precisava de ajuda e garantiu um reforço importante para os cofres da cidade.
A novidade foi confirmada recentemente e marca uma vitória para a gestão local. A partir de agora, o município vai receber um valor fixo de R$ 10 milhões por ano. Esse dinheiro virá diretamente do Ministério da Saúde e servirá para ajudar a pagar as despesas do dia a dia dos hospitais e unidades de atendimento. O acordo foi oficializado com o aval do ministro Alexandre Padilha, atendendo a um pedido que a Secretaria da Saúde (Sesau) já vinha fazendo há bastante tempo.
Divisão justa da conta
O principal argumento usado para conseguir essa verba extra foi a quantidade de serviço prestado na cidade. A equipe da prefeitura precisou reunir dados e estatísticas para mostrar ao Governo Federal que o dinheiro enviado anteriormente não era suficiente para cobrir tudo o que estava sendo feito. Segundo a secretária da Saúde, Michelle Santos, o município estava, na prática, "pagando para trabalhar" em procedimentos mais complexos.
“Provamos, por meio do faturamento dos serviços da saúde da cidade, que produzíamos muito mais do que recebíamos de recursos anuais do Ministério da Saúde, especificamente na média e alta complexidade", explicou a secretária. Com a aprovação do novo repasse, a lógica muda. "Agora, dividiremos essa conta. O ministério repassa o que lhe compete e a Prefeitura segue custeando a outra parte”, completou ela.
Melhorias garantiram o recurso
Para convencer o governo federal a liberar esses R$ 10 milhões anuais, não bastou apenas pedir; foi preciso mostrar serviço. A melhoria na estrutura dos locais de atendimento foi decisiva. Um exemplo claro citado pela gestão foi o Hospital do Vicentino. Antes, a cidade não realizava cirurgias eletivas (aquelas que são agendadas e não de emergência).
Com a modernização e a oferta desse tipo de cirurgia, a prefeitura conseguiu incluir esses dados no estudo técnico enviado a Brasília. O relatório apontou que o serviço estava sendo feito e atendendo a população, mas sem que a União mandasse a verba correspondente. Agora, com o reconhecimento oficial e o dinheiro em caixa, a expectativa do prefeito Kayo Amado e da equipe de saúde é que o atendimento se mantenha estável, sem sangrar outras áreas do orçamento da cidade.
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