O presidente Lula vetou a emenda que destinava verba para a ligação marítima entre o Aeroporto de Guarujá e Santos

Redação Publicado em 22/01/2026, às 09h00
A ideia de criar um atalho pelo mar para conectar os turistas que chegam de avião aos navios de cruzeiro sofreu um revés nesta semana. O plano de implantar uma ligação marítima direta entre o futuro Aeroporto de Guarujá e a região do Valongo, em Santos, ficou sem recursos federais após uma decisão do Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a emenda parlamentar que destinava verba específica para tirar esse projeto do papel.
A proposta de criar essa rota alternativa foi feita pela deputada federal Rosana Valle no fim do ano passado. A trajetória do dinheiro, no entanto, foi minguando ao longo do processo legislativo. Inicialmente, a Câmara dos Deputados havia aprovado um montante de R$ 20 milhões para a obra. Depois, durante a passagem pelo Senado, os parlamentares reduziram drasticamente esse valor para R$ 1 milhão. Agora, com a caneta do presidente, o recurso foi cortado a zero. Esse veto faz parte de um pacote maior, onde o governo federal barrou cerca de R$ 393 milhões em emendas diversas.
Objetivo da ligação
A intenção do projeto era facilitar a vida de quem visita a região, especialmente durante a temporada de navios. A ideia é que, quando o Aeroporto de Guarujá estiver funcionando, os passageiros possam descer do avião e pegar um barco direto para o Terminal de Passageiros ou para o cais do Valongo, em Santos.
Isso evitaria que os turistas enfrentassem o trânsito pesado das rodovias ou a demorada fila da balsa. Hoje, quem precisa fazer esse trajeto depende exclusivamente da travessia de balsas ou da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, que frequentemente apresenta congestionamentos. A deputada defende que a rota marítima traria agilidade e seria uma opção logística importante para o turismo regional.
O que dizem o Governo e as autoridades
Para justificar o corte, o presidente Lula usou um argumento técnico. A explicação oficial é que o orçamento não deve ter emendas que definam "programações com localizações e destinatários específicos" para despesas que são de responsabilidade e planejamento do Poder Executivo. Ou seja, o governo entende que cabe a ele decidir onde e como fazer esse tipo de obra, e não aos deputados via emenda.
Além da questão financeira, há o lado técnico e burocrático. O Ministério de Portos e Aeroportos informou que não foi procurado pela deputada para discutir a agenda dessa obra. Já a Autoridade Portuária de Santos (APS) lembrou que, embora exista o plano de levar o Terminal de Cruzeiros para o Centro Histórico, fazer a travessia de barcos entre Santos e o aeroporto ainda exige mudanças nas regras atuais de navegação.
Por sua vez, a Prefeitura de Santos afirmou que a conexão entre os terminais já faz parte do conceito do projeto Parque Valongo, que está sendo tocado em parceria com o porto. Enquanto a discussão política acontece, as obras do Aeroporto Civil Metropolitano seguem em andamento, com previsão de receber os primeiros voos comerciais apenas em 2026.

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