A dinâmica educativa mostra como motociclistas desaparecem da visão dos motoristas de caminhão, destacando a importância da atenção

Redação Publicado em 21/09/2026, às 09h59
Imagine pilotar a sua moto todos os dias e não ter a real noção de que, em vários momentos, você simplesmente desaparece da visão dos motoristas de caminhão. Foi exatamente para mostrar esse perigo na prática que uma ação educativa parou o trânsito e convidou os motociclistas a sentarem na cabine de um veículo de grande porte. Ao assumirem o volante do caminhão, os condutores olhavam pelos retrovisores e notavam que diversos cones espalhados de propósito pelo chão ficavam completamente invisíveis. A dinâmica serviu para acender um alerta muito sério sobre os riscos que envolvem os temidos pontos cegos nas vias públicas.
Essa experiência imersiva marcou o início das atividades da Semana Nacional do Trânsito em São Vicente, que teve a sua largada oficial nesta última sexta-feira (18). A mobilização ocorreu na movimentada Avenida Embaixador Pedro de Toledo e foi organizada pelas equipes da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) em uma força-tarefa com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran). A ideia central foi abordar quem passava pelo trecho de moto e bater um papo reto sobre como o posicionamento nas ruas pode ser a diferença entre chegar bem em casa ou sofrer um acidente grave.
O perigo da ultrapassagem pela direita
Um dos maiores problemas no tráfego diário é a mania de tentar ganhar tempo ultrapassando veículos pesados pelo lado direito. O agente de trânsito Paulo Roberto Farat, que acompanhou toda a orientação de perto, fez questão de explicar que essa manobra vai muito além de uma simples infração às leis de trânsito. O grande risco de cortar um caminhão ou ônibus pela direita é cair exatamente na zona de sombra do motorista. Como o condutor não consegue enxergar a moto naquele espaço, qualquer mudança de faixa pode terminar em uma colisão fatal. O agente destacou que a campanha nacional deste ano carrega justamente o lema "Enxergar o outro é salvar vidas", e o objetivo da dinâmica com os cones foi provar que o motociclista precisa fazer a sua parte para se manter sempre no campo de visão do retrovisor.
A estratégia de inverter os papéis e colocar quem pilota moto na cadeira do caminhoneiro rendeu bons resultados e chamou a atenção de quem participou. A motociclista Kelly Carvalho estava passando pela avenida na hora da blitz educativa e fez questão de elogiar a abordagem das equipes. Depois de fazer o teste prático de visão na cabine, ela reconheceu que, por mais atenção que o motorista do caminhão tenha no volante, é fisicamente impossível enxergar tudo ao redor do veículo gigante. Com a lição aprendida, a condutora ressaltou que a principal defesa de quem anda sobre duas rodas é redobrar a própria atenção e jamais confiar apenas na sorte quando estiver rodando ao lado de veículos muito maiores e pesados.
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