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Sindicato realiza ato na Av. Nossa Senhora de Fátima para tentar salvar agência dos Correios

Trabalhadores dos Correios organizam ato em Santos para evitar fechamento de agência na Zona Noroeste

Com prazo de fechamento até 29 de maio, moradores temem sobrecarga em agências vizinhas e dificuldades no atendimento postal - Foto: Reprodução
Com prazo de fechamento até 29 de maio, moradores temem sobrecarga em agências vizinhas e dificuldades no atendimento postal - Foto: Reprodução

Redação Publicado em 22/05/2026, às 16h12


Os Correios e os moradores da Baixada Santista enfrentam um novo momento de tensão devido à iminência de cortes na rede de atendimento público. Trabalhadores da estatal, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios, Telégrafos e Similares (Sintect Santos), organizaram um ato de protesto na manhã desta sexta-feira (22). O objetivo da manifestação foi cobrar apoio de lideranças e cobrar explicações da empresa contra o plano de fechamento de agências estratégicas na região.

O protesto ocorreu em frente à agência da Zona Noroeste, que fica localizada na Avenida Nossa Senhora de Fátima, em Santos. O clima é de corrida contra o tempo, já que a estatal estipulou o prazo final para o encerramento definitivo das atividades do posto para o dia 29 de maio. De acordo com o presidente do Sintect Santos, José Antônio da Conceição, a decisão foi tomada de forma unilateral e trará sérios prejuízos tanto para a rotina interna dos funcionários quanto para as famílias da região.

Preocupação com atendimento a 120 mil moradores

O principal argumento do movimento sindical contra o encerramento do posto é a densidade demográfica da área afetada. A unidade da Zona Noroeste é considerada um equipamento público essencial, sendo a referência de atendimento postal e bancário para uma população estimada em mais de 120 mil habitantes em Santos.

Atualmente, o local opera com uma equipe enxuta de seis funcionários. O sindicato argumenta que o fechamento vai sobrecarregar as agências de bairros vizinhos e obrigar idosos e trabalhadores a realizarem grandes deslocamentos para postar ou retirar correspondências e encomendas.

Apesar da mobilização e da presença dos manifestantes com faixas e cartazes na calçada, o sindicato informou que as portas da agência foram abertas e o atendimento ao público fluiu normalmente ao longo do dia, sem interrupção dos serviços internos.