Mau cheiro

Sistema Nova Ambiental é questionada por mais de 500 mil toneladas sem destinação comprovada

CPI dos Lixões cobra explicações da CETESB e investiga divergências apontadas nos registros da empresa

Imagem: Reprodução/Redes Sociais
Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Jair Viana Publicado em 22/06/2026, às 15h42


A CPI dos Lixões e do Descarte de Materiais Contaminantes colocou a Sistema Nova Ambiental no centro das investigações após identificar inconsistências envolvendo o destino de resíduos recebidos pela empresa.

Durante audiência, o deputado estadual Luiz Fernando Teixeira Ferreira (PT) informou que dados obtidos junto à CETESB mostram diferenças entre os volumes recebidos e aqueles que possuem comprovação documental de tratamento e encaminhamento para unidades autorizadas.

De acordo com o parlamentar, a divergência pode superar 500 mil toneladas, situação que passou a ser acompanhada de perto pelos integrantes da comissão.

A questão central levantada pelos deputados é simples: onde estão os resíduos cuja destinação ainda não aparece comprovada nos registros analisados?

Segundo Luiz Fernando, parte dos materiais recebidos não está vinculada, até o momento, a documentos capazes de demonstrar seu destino final, motivo pelo qual a CETESB foi chamada a prestar esclarecimentos.

Perguntas da CPI

Os deputados querem saber se os volumes recebidos eram compatíveis com as licenças ambientais, se houve fiscalização presencial e se existem documentos capazes de comprovar todo o ciclo de tratamento e destinação dos resíduos.

Também estão sendo analisadas possíveis divergências nos registros e a realização de auditorias e inspeções por parte dos órgãos de controle.

Preocupação com a saúde pública

Os integrantes da comissão ressaltam que resíduos industriais e hospitalares exigem monitoramento permanente. A ausência de rastreabilidade pode favorecer descartes inadequados e gerar impactos ambientais.

A reportagem procurou a Sistema Nova Ambiental e a CETESB, mas não obteve retorno até o encerramento desta edição. O espaço continua disponível para manifestações.