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Sobe para 362 o total de mortos e mais de 1400 desaparecidos em avalanche entre Nepal e China

Equipes de resgate procuram centenas de turistas e moradores após onda de lama devastar vilarejos e postos no Nepal e no Tibete

Colapso de geleira no Himalaia provoca tragédia com centenas de mortos e turistas desaparecidos - Foto: Prakash Mathema/AFP
Colapso de geleira no Himalaia provoca tragédia com centenas de mortos e turistas desaparecidos - Foto: Prakash Mathema/AFP

Redação Publicado em 27/08/2026, às 13h37


O balanço de vítimas da gigantesca avalanche de lama e detritos na região de fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, subiu para 362 mortos nesta quinta-feira (27). Segundo dados atualizados pelas autoridades de ambos os países, o número de desaparecidos já se aproxima de 1.500, com 1.468 pessoas procuradas em meio a um cenário de destruição generalizada. Do total de óbitos confirmados até o momento, 359 ocorreram em território nepalês e três na região autônoma do Tibete.

O desastre teve início na quarta-feira (26), quando o colapso de uma geleira na montanha Langtang Lirung, localizada a mais de 7 mil metros de altitude na Cordilheira do Himalaia — provocou uma violenta avalanche de gelo, rochas e sedimentos. O fluxo desceu em direção aos leitos dos rios Lhende Khola, Trishuli e Bhote Koshi, gerando uma onda de lama que varreu vilarejos, pontes, rodovias, instalações de usinas hidrelétricas e o principal posto aduaneiro de fronteira entre as duas nações.

Centenas de turistas estrangeiros entre as vítimas

A tragédia mobiliza representações diplomáticas internacionais em razão do alto número de turistas e peregrinos que visitavam os templos e rotas de trekking na cadeia montanhosa. Dos 910 desaparecidos no Nepal, mais de 700 são estrangeiros, incluindo 178 indianos, 65 norte-americanos, 53 ucranianos, 51 malaios, 35 australianos, 33 britânicos e 25 canadenses. No lado tibetano, as autoridades contabilizam 558 pessoas desaparecidas, das quais 260 têm outras nacionalidades.

Equipes do Exército nepalês e forças de resgate chinesas enfrentam bloqueios causados pelo acúmulo de escombros e lama espessa para acessar comunidades rurais isoladas. Cientistas do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD) emitiram um alerta urgente para o risco de uma segunda enchente repentina, em razão da formação de um dique natural de detritos que ainda represará volumes perigosos de água nos trechos mais altos do rio fronteiriço.