Sabesp implementa medidas emergenciais para tentar garantir o abastecimento

Gabriella Souza Publicado em 07/01/2026, às 09h12
A falta de água que atinge diversas famílias do litoral tem uma explicação que vai além da chuva. De acordo com a Sabesp, o problema atual é resultado de uma combinação de três fatores críticos: a pior seca registrada nos últimos dez anos, o enorme movimento de turistas durante as festas de Ano Novo e, por fim, os temporais recentes que prejudicaram o funcionamento das estações que tratam e distribuem a água.
Mesmo com a promessa de que tudo voltaria ao normal na última segunda-feira, muita gente ainda acordou nesta terça-feira enfrentando o desabastecimento.
O problema principal está na Estação de Tratamento de Água (ETA) Mambu-Branco, que ainda não conseguiu retomar sua capacidade total de trabalho após as chuvas pesadas que caíram na madrugada de domingo. Essa unidade é fundamental para a região, pois é de lá que sai a água que atende Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande e a Área Continental de São Vicente.
Sujeira nos rios e dificuldades no tratamento
O grande desafio das equipes técnicas no momento é lidar com a qualidade da água que vem da natureza. As tempestades dos últimos dias acabaram levando muita sujeira, galhos e restos de vegetação para os rios. Esse material todo vai parar nos pontos de coleta, o que obriga a empresa a interromper o serviço para limpar tudo.
Além disso, a água que chega para ser tratada está extremamente barrenta. Quando a água fica com esse aspecto turvo, o processo de limpeza dentro da estação se torna muito mais lento e difícil, o que impede que o líquido chegue às torneiras na velocidade que a população precisa.
Trabalho de limpeza e ajuda extra
Para tentar resolver a situação, funcionários da Sabesp estão trabalhando diretamente nos locais de captação. O serviço braçal inclui a retirada de árvores e troncos que continuam descendo o rio e bloqueando a entrada da água nas máquinas. Enquanto o sistema não é totalmente recuperado, a companhia informou que está usando caminhões-pipa para levar água até os bairros onde a situação é mais crítica.
A empresa afirmou que monitora a situação o tempo todo e tenta integrar suas equipes para diminuir o sofrimento dos moradores. Porém, para que o sistema consiga se recuperar mais rápido, o apoio de quem ainda tem água em casa é fundamental.
A orientação é que todos economizem o máximo possível, deixando de lado tarefas que gastam muito, como lavar o carro, usar a mangueira na calçada ou encher piscinas. O foco agora deve ser apenas no consumo essencial, como higiene e alimentação, até que o nível dos reservatórios volte ao normal.
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