Após ser socorrido, o homem agredido optou por não registrar queixa contra seus agressores

Redação Publicado em 13/01/2026, às 08h27
Uma grande confusão parou o trânsito e assustou quem passava pela Avenida Doutor Epitácio Pessoa, no bairro Aparecida, em Santos. O tumulto aconteceu no último sábado (10) e precisou de intervenção rápida da Polícia Militar para não acabar em tragédia, já que um grupo de pessoas partiu para cima de um homem que estava no local.
Tudo começou, segundo testemunhas relataram aos policiais, por causa de uma briga anterior. A informação que circulou ali na hora foi a de que esse homem teria agredido uma mulher dentro de um restaurante que fica na região. A revolta tomou conta de quem viu ou ficou sabendo da cena, e a reação foi imediata: moradores, principalmente do conjunto habitacional BNH, decidiram revidar a violência por conta própria.
Tensão e chegada da polícia
O clima ficou pesado e o homem acabou levando a pior. Ele foi cercado e recebeu vários socos e chutes como forma de represália pelo que teria feito contra a mulher. A situação saiu tanto do controle que, quando a viatura da PM chegou, os policiais tiveram que agir rápido para conter o trânsito e garantir a segurança de todos que estavam na avenida.
Como o número de pessoas agredindo o rapaz era muito grande, o que os policiais chamam de "superioridade numérica", a equipe precisou pedir reforço para dar conta da ocorrência. O foco principal acabou sendo socorrer o homem, que já estava bastante machucado e com vários arranhões pelo corpo. Ele foi retirado do meio da confusão e levado direto para o Pronto Socorro para receber atendimento médico.
Ninguém quis registrar queixa
Apesar de toda a violência e da mobilização policial, o caso teve um desfecho inesperado na delegacia. Mesmo depois de ser atendido no hospital, o homem que apanhou disse aos policiais que não tinha interesse em registrar o Boletim de Ocorrência (BO) contra os agressores naquele momento.
A equipe policial explicou para ele como funciona a lei nesses casos: ele tem um prazo de até seis meses para mudar de ideia e decidir processar criminalmente as pessoas que bateram nele. Já a mulher, que teria sido a vítima inicial e o motivo de toda essa revolta dos moradores, não foi identificada no local e também não procurou a delegacia para formalizar qualquer denúncia sobre a agressão que sofreu no restaurante.
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