Alysson Augusto Alves foi preso novamente após cinco dias de liberdade, acusado de atrapalhar investigações sobre o assassinato de Denilson Nascimento

Redação Publicado em 05/02/2026, às 18h37
A liberdade de Alysson Augusto Alves, de 27 anos, durou muito pouco. Menos de uma semana após se envolver na morte do cabeleireiro Denilson Nascimento, ele voltou a ser detido pela polícia na manhã desta quinta-feira (5). A decisão de mandá-lo de volta para trás das grades partiu da Justiça de Iguape, que viu indícios graves de que o suspeito, enquanto estava solto, tentava interferir nas investigações e manipular o que as testemunhas diriam sobre a tragédia.
O caso ganhou contornos de novela e chocou os moradores da região, não apenas pela violência, mas pela motivação que está sendo apurada. O Ministério Público acredita que o crime não foi uma simples briga, mas sim uma tentativa desesperada de esconder um segredo: Alysson manteria um relacionamento amoroso escondido com a própria vítima, que era tio da sua esposa.
A noite do crime
Para entender essa reviravolta, é preciso voltar ao último sábado (31). Segundo o que foi apurado, Alysson e a esposa estavam curtindo shows em Ilha Comprida e Iguape. O clima pesou quando a mulher percebeu que o marido estava trocando mensagens ríspidas com Denilson. O casal decidiu, então, ir até a casa do cabeleireiro para tirar a história a limpo.
Foi no portão da casa, no bairro Rocio, que a bomba estourou. De acordo com relatos, ele teria revelado para a sobrinha que tinha um caso antigo com o marido dela. A discussão saiu do controle.
Alysson alega que agiu em legítima defesa. Em seu depoimento, ele disse que Denilson puxou uma faca e o ameaçou. Nesse momento, a briga física começou e terminou com a morte do cabeleireiro.
De volta para a cadeia
Alysson chegou a ser preso no dia do crime, encontrado sujo de sangue a alguns quilômetros do local, mas foi solto logo depois em uma audiência de custódia. Ele deveria apenas cumprir regras básicas, como não ir a bares e ficar em casa à noite.
Porém, a situação mudou nesta semana. A juíza Mariana Oliveira de Melo Cavalcanti percebeu que a esposa do suspeito começou a cair em contradição nos depoimentos logo após o marido voltar para casa. Além disso, descobriram que ele manteve contato com uma amiga que estava na cena da primeira prisão e que nem tinha sido ouvida pela polícia ainda. Para a magistrada, ficou claro que ele estava tentando "arrumar" as versões da história, o que motivou a nova ordem de prisão temporária.
O que diz a defesa
A advogada que defende Alysson, Patrícia Benavides, contestou a decisão. Ela garante que seu cliente está colaborando com tudo e diz que a história de coagir testemunhas é mentira.
O Ministério Público quer que ele responda por homicídio doloso, agravado pelo motivo torpe de tentar silenciar a vítima para esconder a traição. Por enquanto, Alysson segue preso à disposição das autoridades.
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