Investigação criminal

Suspeito é preso por sequestro ligado a “tribunal do crime” em Itanhaém

Homem de 63 anos foi agredido e levado à força em fevereiro; Polícia Civil investiga homicídio e ocultação de cadáver, enquanto o corpo da vítima ainda não foi localizado

Imagens analisadas pela Polícia Civil mostram o momento em que um homem de 63 anos é agredido e levado à força em Itanhaém. Um suspeito foi preso, outros investigados são procurados e o corpo da vítima ainda não foi localizado - Imagem: Reprodução
Imagens analisadas pela Polícia Civil mostram o momento em que um homem de 63 anos é agredido e levado à força em Itanhaém. Um suspeito foi preso, outros investigados são procurados e o corpo da vítima ainda não foi localizado - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 01/09/2026, às 15h59


Um homem foi preso em Itanhaém, suspeito de participar do sequestro de um morador de 63 anos, que foi agredido e levado à força em fevereiro, em um caso que pode envolver homicídio e ocultação de cadáver, tratado como um possível 'tribunal do crime'. A investigação está em andamento e o corpo da vítima ainda não foi encontrado.

A Polícia Civil identificou cinco suspeitos, sendo que três são considerados participantes diretos do crime, enquanto outros dois são investigados por envolvimento no planejamento e auxílio ao sequestro. O episódio teria sido motivado por uma acusação de assédio sexual envolvendo crianças da vizinhança, embora essa alegação ainda não tenha sido comprovada.

A prisão temporária do suspeito Murilo foi autorizada pela Justiça, e ele permanece detido na Cadeia Pública de Peruíbe. As investigações continuam para localizar os outros suspeitos, encontrar o corpo da vítima e esclarecer os eventos que ocorreram após o sequestro.

Um homem foi preso temporariamente na sexta-feira (28) suspeito de participar do sequestro de um morador de 63 anos em Itanhaém, no litoral de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, a vítima, conhecida como Zezinho, foi agredida e colocada à força em um veículo no dia 18 de fevereiro, no bairro Jardim Oásis, antes de ser levada para uma área rural. A investigação apura a ocorrência de sequestro, homicídio e ocultação de cadáver em um caso tratado pelos investigadores como possível “tribunal do crime”.

O preso foi identificado como Murilo da Silva de Oliveira. De acordo com a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itanhaém, imagens de câmeras registraram parte da ação e mostram a vítima sendo perseguida e agredida antes de ser retirada do local.

A Polícia Civil afirma que cinco pessoas já foram identificadas como suspeitas de participação no episódio. Um dos investigados está foragido e outro permanece com paradeiro desconhecido. O corpo da vítima ainda não havia sido localizado até a última atualização da investigação.

Segundo a Polícia Civil, Zezinho estava em uma bicicleta na Rua Emídio de Souza, no Jardim Oásis, quando foi abordado em 18 de fevereiro. As imagens analisadas pelos investigadores mostram, conforme a corporação, Murilo perseguindo e agredindo o homem antes de colocá-lo em um veículo. Depois do sequestro, a vítima teria sido levada inicialmente para o interior do próprio bairro e, em seguida, para a região rural do Mambu. O automóvel utilizado na ação foi localizado posteriormente pela polícia incendiado.

A DIG utiliza os registros de vídeo, depoimentos e outros elementos reunidos ao longo das diligências para reconstruir a sequência dos acontecimentos e determinar a participação individual de cada investigado.

De acordo com a apuração da Polícia Civil, o episódio teria sido motivado por uma acusação de assédio sexual envolvendo duas crianças que moravam nas proximidades da vítima. A corporação ressalta, porém, que essa acusação ainda não foi comprovada e também permanece sob investigação. Antes do desaparecimento de Zezinho, os policiais identificaram a existência de um desentendimento entre ele e a mãe de uma das crianças.

Segundo a investigação, a residência do homem teria sido invadida, saqueada e danificada durante o conflito. A eventual acusação contra a vítima, portanto, é tratada pelas autoridades como uma das linhas de investigação e não como fato comprovado.

Com o avanço das diligências, a DIG identificou cinco suspeitos de envolvimento no caso. Segundo a Polícia Civil, três são apontados como possíveis participantes diretos da execução do crime. Outras duas pessoas são investigadas por suposta participação no planejamento, na instigação e no auxílio ao sequestro.

A prisão temporária de Murilo foi solicitada pela Polícia Civil e autorizada pela Justiça. Após o cumprimento do mandado, ele foi encaminhado à Cadeia Pública de Peruíbe, onde permanece à disposição do Poder Judiciário. Outro investigado, identificado como Orlando Tavares, também teve a prisão temporária decretada, mas permanece foragido. Um terceiro suspeito, conhecido como “Bahia”, ainda não havia sido localizado. As demais pessoas investigadas estão sendo ouvidas e, segundo a polícia, suas condutas continuam sob análise.

Embora a Polícia Civil investigue o caso também como homicídio e ocultação de cadáver, o corpo de Zezinho ainda não foi encontrado. A vítima completaria 64 anos em setembro e era pai de cinco filhos, segundo as informações reunidas pelos investigadores. A DIG informou que as diligências continuam com diferentes objetivos: localizar os demais suspeitos, encontrar o corpo, esclarecer o que ocorreu após o sequestro e reunir provas sobre a atuação de cada pessoa investigada.

A apuração também deverá verificar as circunstâncias relacionadas à acusação que teria antecedido o crime.