Animal foi recolhido por instituto de pesquisa e passou por necropsia; espécie pode ultrapassar 2 metros e pesar até 900 quilos

Redação Publicado em 02/10/2026, às 15h10
Uma tartaruga-de-couro foi encontrada morta em Ilha Comprida, São Paulo, e o Instituto de Pesquisas Cananéia está investigando as causas da morte por meio de uma necropsia, cujo laudo será divulgado posteriormente.
Considerada a maior entre as tartarugas marinhas, a tartaruga-de-couro enfrenta riscos como captura acidental em redes de pesca e poluição, especialmente a ingestão de plástico, que pode confundir-se com seu alimento natural, as águas-vivas.
O resultado da necropsia poderá esclarecer as circunstâncias da morte do animal e contribuir para a compreensão dos desafios enfrentados pela espécie, que é classificada como Vulnerável pela IUCN.
Uma tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) foi encontrada morta na faixa de areia de uma praia de Ilha Comprida, no litoral sul de São Paulo, na quinta-feira (1º). O animal foi recolhido pelo Instituto de Pesquisas Cananéia (IpeC), que realizou uma necropsia para investigar as condições da morte. O laudo do procedimento deve ser concluído posteriormente.
Conhecida também como tartaruga-gigante, a espécie é considerada a maior entre as tartarugas marinhas existentes. Exemplares adultos podem ultrapassar dois metros de comprimento e alcançar cerca de 900 quilos.
Segundo o biólogo marinho Eric Comin, a tartaruga-de-couro apresenta uma estrutura corporal diferente da observada na maioria das outras espécies de tartarugas. Em vez de uma carapaça rígida formada por placas ósseas, possui uma camada de pele espessa e resistente, sustentada por pequenas estruturas ósseas.
A espécie ocupa principalmente águas profundas de regiões tropicais e temperadas e realiza extensas migrações pelos oceanos. Os deslocamentos estão relacionados aos ciclos de alimentação e reprodução, fazendo com que esses animais percorram grandes distâncias entre diferentes áreas marítimas.
A tartaruga-de-couro é classificada como Vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Entre os fatores que representam riscos para a espécie estão a captura acidental em equipamentos de pesca, a poluição dos oceanos e alterações nas áreas utilizadas para reprodução.
Um dos principais problemas associados à poluição é a ingestão de plástico. Como a alimentação da tartaruga-de-couro é composta principalmente por animais gelatinosos, como águas-vivas, resíduos plásticos podem ser confundidos com alimento e provocar complicações no sistema digestivo.
A espécie também se destaca pela quantidade de alimento consumida. De acordo com o especialista ouvido pela reportagem, uma tartaruga-de-couro adulta pode ingerir centenas de águas-vivas por dia para atender às suas necessidades energéticas.
O resultado da necropsia realizada pelo IpeC poderá fornecer informações sobre as circunstâncias que levaram à morte do animal encontrado em Ilha Comprida.
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