Justiça

TJ-SP mantém júri popular para motorista do caso Caetano Ribeiro

Tribunal de Justiça de São Paulo confirma júri popular para João Pedro Donatone, acusado de atropelar e matar Caetano Ribeiro Aurungo em 2024.

Reprodução / Carlos Nogueira - G1
Reprodução / Carlos Nogueira - G1

Redação Publicado em 08/03/2026, às 15h16


O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que João Pedro Donatone será julgado por júri popular pela morte do motociclista Caetano Ribeiro Aurungo, atropelado em um cruzamento em Santos em outubro de 2024, após Donatone avançar o semáforo vermelho.

O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão que determina que João Pedro Donatone seja submetido a júri popular pela morte do motociclista Caetano Ribeiro Aurungo, de 21 anos. O caso ocorreu na madrugada de 19 de outubro de 2024, no bairro Embaré, em Santos, após o motorista atropelar a vítima em um cruzamento. A decisão foi tomada nesta quarta-feira pela 11ª Câmara Criminal do TJ-SP, que rejeitou por unanimidade o recurso apresentado pela defesa.

Segundo o processo, Caetano morreu após ser atingido pelo carro conduzido por Donatone no cruzamento das ruas Álvaro Alvim e Conselheiro Lafaiete. A investigação aponta que o motorista teria avançado o semáforo vermelho antes de atingir a motocicleta.

Após o acidente, foi realizada coleta de sangue do condutor. O exame confirmou a presença de álcool no organismo, embora o resultado não tenha apontado estado de embriaguez.

Donatone foi preso em flagrante no dia do acidente. Dois dias depois, ele obteve liberdade provisória após pagamento de fiança equivalente a cerca de 30 salários mínimos, valor aproximado de R$ 40 mil.

Acusação do Ministério Público

O Ministério Público de São Paulo denunciou o motorista por homicídio com dolo eventual. Nesse tipo de acusação, o entendimento é de que o condutor assumiu o risco de provocar a morte ao dirigir em circunstâncias consideradas perigosas.

De acordo com a Promotoria, as provas reunidas ao longo da investigação indicam a responsabilidade do acusado pelo acidente que resultou na morte do motociclista.

O órgão também solicitou que o motorista pague indenização mínima de R$ 100 mil à família da vítima. Além disso, pediu que ele permaneça sob monitoramento por meio de tornozeleira eletrônica até a realização do julgamento.

Apesar da decisão do Tribunal de Justiça, a defesa ainda pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.