Notícias

Tragédia no Porto: funcionária morre após grade ceder e cair de 20 metros de altura

Denise dos Santos Teixeira, de 40 anos, estava na função há apenas 45 dias e usava os EPIs obrigatórios

Família enfrenta dor e burocracia após a morte de Denise, que ficou mais de 15 horas no terminal antes da remoção - Foto: Reprodução
Família enfrenta dor e burocracia após a morte de Denise, que ficou mais de 15 horas no terminal antes da remoção - Foto: Reprodução

Redação Publicado em 14/01/2026, às 10h44


O que era para ser apenas mais uma inspeção de rotina durante o turno da noite terminou de forma trágica no cais santista. Denise dos Santos Teixeira, de 40 anos, perdeu a vida após sofrer um grave acidente de trabalho dentro do Armazém 16 do Porto de Santos. A queda fatal aconteceu na noite da última segunda-feira (12) e chocou os colegas que estavam no plantão.

Denise trabalhava como auxiliar de mecânica na empresa Corredor Logística e Infraestrutura (CLI) e era recém-chegada na função, com apenas 45 dias de casa. Segundo as primeiras informações apuradas pela polícia e descritas no boletim de ocorrência, a tragédia ocorreu quando o chão da passarela onde ela pisava simplesmente cedeu. A estrutura, uma grade que fica junto à esteira transportadora, não suportou o peso e abriu um buraco, fazendo com que a funcionária caísse de uma altura aproximada de 20 metros.

Colegas encontraram o corpo

A situação só foi descoberta porque a equipe sentiu falta de Denise por volta das 20h. Preocupados com o sumiço repentino, outros funcionários começaram a fazer buscas pela área do terminal até que a encontraram caída no chão, embaixo da correia transportadora.

O socorro médico chegou a ser chamado, mas infelizmente não havia mais o que fazer. O óbito foi confirmado ainda no local. Um detalhe que chama a atenção é que, segundo os registros oficiais, a vítima estava usando todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) obrigatórios para a função, mas isso não foi suficiente para evitar a queda quando o piso falhou.

Angústia e espera da família

Além da dor da perda repentina, a família de Denise teve que enfrentar um longo pesadelo burocrático. A irmã da vítima, a assessora de eventos Simone Freire, de 42 anos, relatou que houve muita demora em todo o processo. Segundo ela, os parentes só foram avisados do acidente por volta das 22h.

A situação piorou com a espera pela perícia e pela remoção. Simone contou que o corpo da irmã ficou no terminal por mais de 15 horas até ser finalmente retirado. Houve também um "jogo de empurra" e desencontro de informações sobre quem deveria acionar o serviço funerário, o que aumentou o sofrimento de quem já estava lidando com o luto. Denise deixa três filhos.

Investigação e despedida

O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos como "morte suspeita". A polícia já solicitou todos os exames periciais necessários para entender por que a grade cedeu. Também foi informado que o terminal possui câmeras de monitoramento, o que pode ajudar a esclarecer a dinâmica exata do acidente.

Em nota oficial, a empresa CLI lamentou profundamente a morte da colaboradora e afirmou que está dando todo o apoio para a família, além de apurar as circunstâncias do ocorrido. O velório de Denise está marcado para começar nesta terça-feira (13), às 22h, no Cemitério de Vicente de Carvalho, em Guarujá.