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Trégua no Líbano: Trump costura acordo de 10 dias com Netanyahu e Aoun

A trégua de dez dias foi resultado de negociações diretas entre Trump e líderes do Líbano e Israel, visando estabilizar a região

Acordo anunciado pela Casa Branca entra em vigor às 19h; apesar da pausa nos combates, Exército de Israel manterá tropas em solo libanês - Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP
Acordo anunciado pela Casa Branca entra em vigor às 19h; apesar da pausa nos combates, Exército de Israel manterá tropas em solo libanês - Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP

Redação Publicado em 16/04/2026, às 15h22


O presidente Donald Trump anunciou, nesta quinta-feira (16), um cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel. A trégua, que entra em vigor às 19h (horário de Brasília), foi costurada após conversas diretas de Trump com o presidente libanês, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu.

O movimento é visto como uma tentativa agressiva da administração americana de estabilizar a região. Trump escalou nomes de peso de seu gabinete, como o vice-presidente J. D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio, para transformar a pausa temporária em uma "paz duradoura". "Foi uma honra para mim resolver 9 guerras ao redor do mundo, e esta será a décima", declarou o americano em tom otimista.

Hezbollah e Irã nos bastidores

Embora o anúncio tenha vindo da Casa Branca, a dinâmica em solo libanês é complexa. O Hezbollah, que não participa das negociações diretas entre os governos, havia proposto uma trégua de uma semana na quarta-feira, sob influência de Teerã. O grupo afirmou que seu compromisso com a pausa depende exclusivamente do fim das hostilidades por parte de Israel.

O Irã, por sua vez, tenta ganhar tempo. O país também está sob um prazo de cessar-fogo com os Estados Unidos — que termina na próxima terça-feira (21) — após o conflito iniciado em 28 de fevereiro.

Tensão no Sul do Líbano
Apesar do anúncio diplomático, o cenário militar permanece explosivo:

  • "Zona de Extermínio": Pouco antes do anúncio, Israel designou uma área de 30 km até o rio Litani como zona de combate total contra o Hezbollah.
  • Infraestrutura destruída: Ataques israelenses destruíram a ponte Qasmiyeh, isolando o sul do Líbano e matando um soldado libanês.
  • Manutenção de tropas: Autoridades de segurança de Israel indicaram que não pretendem retirar o Exército do sul do Líbano durante os dez dias de trégua.

Enquanto Netanyahu reforça que o objetivo é o "desmantelamento do Hezbollah", o governo libanês tenta garantir que a soberania do país seja respeitada em meio ao fogo cruzado entre Israel e a milícia apoiada pelo Irã.