Política

TSE cria conselho de especialistas para combater fake news e uso indevido de IA nas Eleições 2026

Órgão consultivo reunirá especialistas não remunerados em tecnologia, segurança e comunicação social até dezembro; não terá custo para os cofres públicos

Tribunal Superior Eleitoral institui órgão para monitorar inteligência artificial no pleito deste ano - Imagem: Divulgação
Tribunal Superior Eleitoral institui órgão para monitorar inteligência artificial no pleito deste ano - Imagem: Divulgação

Redação Publicado em 07/08/2026, às 11h35


Com o objetivo de combater o avanço da desinformação e conter o uso irregular de inteligência artificial durante as eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou nesta semana a criação do Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional. O novo órgão colegiado atuará diretamente no monitoramento de conteúdos falsos propagados no ambiente digital e servirá como uma estrutura de assessoramento estratégico para a presidência da Corte.

O grupo de trabalho será formado por especialistas de mercado e acadêmicos em áreas como inteligência artificial, tecnologia, segurança pública, combate ao crime organizado e comunicação social. Todos os membros atuarão de forma colaborativa, sem qualquer tipo de remuneração pelos serviços prestados. A escolha das frentes técnicas e a nomeação dos integrantes definitivos devem ser concluídas nos próximos dias pelo tribunal.

Atribuições do conselho e agenda de encontros

A principal missão da equipe de especialistas será dar suporte direto ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, na formulação de respostas rápidas contra a disseminação de fake news no período de campanha. Entre as prioridades fixadas para o colegiado estão a fiscalização do uso abusivo de IA no ambiente virtual, a proposição de parcerias com universidades, empresas de tecnologia e entidades da sociedade civil, além do fomento a campanhas voltadas à alfabetização digital do eleitorado.

As reuniões de trabalho do conselho ocorrerão de forma periódica, com pelo menos um encontro presencial ou virtual agendado por mês até dezembro. O calendário contínuo visa acompanhar a evolução das ferramentas digitais no decorrer do processo eleitoral e garantir que a Justiça Eleitoral consiga responder à altura dos desafios tecnológicos trazidos pelas redes sociais e pelas plataformas geradoras de conteúdo sintético.