Governo paulista formaliza parceria com Mota-Engil para construção de túnel que ligará Santos e Guarujá, com investimento de R$ 6,8 bilhões.

Otávio Alonso Publicado em 28/01/2026, às 00h32
O Governo de São Paulo assinou um contrato de Parceria Público-Privada com o grupo português Mota-Engil para a construção do túnel imerso Santos-Guarujá, com investimento de R$ 6,8 bilhões, visando melhorar a infraestrutura da Baixada Santista.
O Governo do Estado de São Paulo assina nesta quarta-feira (28), em reunião no Palácio dos Bandeirantes, o contrato da Parceria Público-Privada do túnel imerso Santos-Guarujá com o grupo português Mota-Engil. O acordo prevê investimento total de R$ 6,8 bilhões, com recursos do Estado e da União, e formaliza uma das principais obras de infraestrutura previstas para a Baixada Santista.
A assinatura do contrato marca o avanço institucional do projeto que prevê a construção de um túnel de 870 metros sob o canal portuário, ligando os municípios de Santos e Guarujá. A estrutura terá três faixas de rolamento em cada sentido, passagem exclusiva para pedestres e ciclistas e uma galeria destinada a serviços públicos.
O contrato de concessão terá validade de 30 anos e inclui não apenas a execução da obra, mas também a operação e a manutenção do túnel ao longo de todo o período. A expectativa do governo estadual é que a nova ligação reduza o tempo de travessia entre as duas cidades para até cinco minutos. Atualmente, o deslocamento rodoviário entre Santos e Guarujá chega a cerca de 40 quilômetros, com tempo médio de viagem em torno de uma hora.
A Mota-Engil venceu o leilão do projeto realizado em setembro de 2025, na B3, com desconto de 0,5% sobre a contraprestação pública máxima anual, estimada em R$ 438,3 milhões. O ato desta quarta-feira reúne autoridades estaduais e representantes da empresa para formalizar o início da implantação do empreendimento.
Segundo o planejamento apresentado pelo Estado, a construção do túnel deve gerar cerca de nove mil empregos diretos e indiretos, consolidando o projeto como um novo eixo de desenvolvimento urbano e logístico para a região. A obra é considerada estratégica tanto para a mobilidade urbana quanto para a integração com as atividades portuárias.
O projeto já conta com licença ambiental prévia emitida pela Cetesb, que atestou a viabilidade da intervenção. O licenciamento estabeleceu condicionantes relacionadas a impactos ambientais, incluindo manguezais, fauna, flora, ruídos e processos de desapropriação, que deverão ser cumpridas nas próximas etapas.
Após a assinatura do contrato, o cronograma prevê o início das fases preparatórias, como a definição da área onde será instalada a doca para a fabricação dos módulos de concreto. A produção desses módulos está prevista para começar em 2027, com a montagem da estrutura imersa até 2030. A conclusão das obras e o início da operação do túnel estão projetados para 2031.
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