VSR

Vacina contra o vírus sincicial respiratório salva vidas e reduz complicações para gestantes e bebês

A partir do acompanhamento das gestantes, Hapvida incentiva a imunização contra o VSR, que está disponível no sistema público a partir da 28ª semana de gestação; população deve se vacinar também contra Influenza e covid-19

Imagem: Reprodução
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Gabriela Nogueira Publicado em 20/01/2026, às 14h45


O vírus sincicial respiratório (VSR) está entre as principais causas de doenças respiratórias graves na primeira infância. Dados do Ministério da Saúde indicam que ele responde por aproximadamente 75% dos casos de bronquiolite e por cerca de 40% das pneumonias em crianças com menos de dois anos. Uma das estratégias mais eficazes para reduzir esses números é a imunização de gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). A vacina garante a transferência de anticorpos da mãe para o bebê, protegendo o recém-nascido nos primeiros meses de vida.

Com o objetivo de fortalecer o Programa Nacional de Imunizações e ampliar a adesão às vacinas, a Hapvida, maior empresa de saúde da América Latina, tem intensificado ações de conscientização, incluindo campanhas educativas e contato direto com seus beneficiários. A iniciativa busca reforçar a importância de manter o calendário vacinal atualizado em todas as fases da vida.

Para o diretor médico de Programas Especiais da Hapvida, André Luiz Fioravante, a vacinação vai além da proteção individual. “Vacinar é um ato de responsabilidade coletiva. É a forma mais eficiente de proteger a população como um todo. No caso do VSR, a imunização reduz internações, evita complicações severas e pode salvar a vida de muitos bebês”, afirma.

Até novembro, o país já havia registrado mais de 43 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) associados ao VSR. Crianças com menos de dois anos concentraram a maior parte das internações, somando 35,5 mil registros, o equivalente a 82,5% do total, segundo dados oficiais.

Fioravante explica que, por se tratar majoritariamente de uma infecção viral, o tratamento da bronquiolite é voltado ao alívio dos sintomas. “Em situações mais graves, pode ser necessário suporte clínico, como oxigenoterapia, hidratação e uso de broncodilatadores, principalmente quando há chiado no peito e dificuldade respiratória”, detalha.

Vacinação no pré-natal

Durante o acompanhamento pré-natal, as gestantes atendidas pela rede são orientadas a revisar o cartão de vacinação e buscar a unidade de saúde mais próxima para atualização das doses. A Hapvida também utiliza lembretes enviados por WhatsApp para reforçar a importância da imunização.

No caso do VSR, não há limite de idade para a gestante receber a vacina. A recomendação é uma dose única a cada gestação, a partir da 28ª semana. “Ao procurar um posto de saúde, a gestante pode se vacinar gratuitamente contra o VSR e, se necessário, atualizar também as vacinas contra covid-19 e influenza. A aplicação simultânea é segura”, destaca o diretor médico.

Ensaios clínicos demonstram que a vacinação materna apresenta eficácia de 81,8% na prevenção de quadros respiratórios graves provocados pelo VSR em bebês nos três primeiros meses de vida.

Influenza e covid-19 em alerta

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu recentemente um alerta para a América Latina diante do aumento de casos de influenza A (H3N2) registrado na Europa, nas Américas e no Leste Asiático. Gestantes, crianças menores de cinco anos, idosos e pessoas com comorbidades ou imunossuprimidas estão entre os grupos mais vulneráveis. Nessas populações, a infecção pode evoluir rapidamente, exigindo internação e, em casos extremos, levando ao óbito. A orientação também se aplica à covid-19.

Estudos indicam que a vacinação contra a influenza reduz entre 70% e 75% o risco de hospitalização em crianças e em até 40% entre adultos. A imunização de familiares e cuidadores é considerada fundamental para criar uma rede de proteção em torno dos grupos de maior risco.

“Quando a gestante é infectada, há maior chance de complicações como parto prematuro ou até aborto. Por isso, profissionais de saúde também precisam manter a vacinação em dia, protegendo a si mesmos e aos pacientes. Além das vacinas, medidas simples como higienizar as mãos, usar máscara e evitar contato próximo ao apresentar sintomas continuam sendo essenciais”, reforça Fioravante.

Acompanhamento contínuo

Na Hapvida, pacientes com comorbidades são acompanhados de forma contínua pelas equipes dos Programas Especiais. O monitoramento inclui ligações telefônicas para verificar a adesão ao tratamento e orientar sobre a importância da vacinação. Falta de tempo e desconhecimento sobre os benefícios das vacinas estão entre os principais motivos apontados para o atraso na imunização.

Segundo a empresa, o contato ativo com os beneficiários teve impacto direto nos resultados: 74% das pessoas abordadas procuraram uma unidade de saúde para receber ao menos uma dose de vacina. “Essa proximidade entre equipe médica e pacientes contribuiu para a redução de internações. O cuidado integral melhora a qualidade de vida dos beneficiários e também os indicadores assistenciais”, conclui o diretor médico.

Sobre a Hapvida

Com oito décadas de atuação, a Hapvida se consolidou como a maior operadora de saúde integrada da América Latina. A companhia conta com mais de 73 mil colaboradores e atende cerca de 16 milhões de beneficiários de planos de saúde e odontológicos em todas as regiões do Brasil.

A estrutura da empresa é baseada em um modelo de cuidado completo, que inclui 86 hospitais, 78 unidades de pronto atendimento, 363 clínicas médicas e 305 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de espaços dedicados ao acompanhamento preventivo e de pacientes crônicos. Esse ecossistema, aliado à inovação e à qualidade médica, sustenta a atuação da companhia em todo o país.