A campanha está disponível para todas as gestantes a partir de 28 semanas, na rede pública e privada

Gabriel Nubile Publicado em 09/12/2025, às 08h57
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é um dos maiores vilões da saúde dos bebês, sendo o grande responsável por casos graves de bronquiolite e pneumonia. Para combater esse inimigo e proteger os recém-nascidos logo nos primeiros meses de vida, as gestantes de Santos começam a receber uma nova vacina a partir desta terça-feira (09).
A campanha acontece em todas as policlínicas da cidade, com atendimento das 9h às 16h. O foco desta etapa são as mulheres que já completaram 28 semanas de gestação. A novidade é democrática: podem se vacinar tanto as futuras mamães que fazem o acompanhamento pré-natal na rede pública (SUS) quanto aquelas que utilizam a rede privada ou convênios.
Para facilitar o processo e garantir que ninguém fique de fora, a Prefeitura de Santos se adiantou. Na segunda-feira (08), as equipes de saúde começaram a ligar para as gestantes cadastradas na rede municipal para avisar sobre a disponibilidade da dose e orientar sobre a ida ao posto de saúde mais próximo.
Proteção de mãe para filho
A estratégia dessa vacinação é o que os médicos chamam de "proteção vertical". A vacina é aplicada em dose única na mãe, independentemente da idade dela. A partir daí, o corpo da mulher produz anticorpos que atravessam a placenta e chegam ao feto.
Dessa forma, o bebê já nasce com uma defesa natural contra os subtipos A e B do vírus. Isso é fundamental porque é justamente nos primeiros meses de vida que a criança está mais frágil e suscetível a infecções graves. Vale lembrar que a imunização deve ser feita a cada nova gravidez, para renovar a proteção para o próximo bebê.
Números que preocupam
A chegada dessa vacina é uma resposta a uma estatística alarmante. Segundo o Ministério da Saúde, o VSR é culpado por 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos. Nessa faixa etária, a doença pode evoluir rápido, exigir internação e, infelizmente, até levar à morte ou deixar sequelas respiratórias, como chiado no peito por longo prazo.
A realidade em Santos confirma esse perigo. Somente neste ano, 106 bebês de zero a dois anos precisaram ficar internados na cidade devido ao vírus, além de outras duas crianças um pouco mais velhas. A expectativa do governo federal é que, com a adesão em massa das grávidas, seja possível evitar cerca de 28 mil internações de bebês em todo o Brasil.
O que levar e tratamentos existentes
Para receber a dose, é simples: basta levar um documento com foto e a caderneta de pré-natal para comprovar o tempo de gestação. Se a grávida for menor de 18 anos, precisa estar acompanhada de um responsável.
É importante destacar que o SUS já oferece, desde 2013, um tratamento com anticorpos (palivizumabe) para crianças prematuras extremas ou com doenças cardíacas, disponível no Hospital Guilherme Álvaro. No entanto, a nova vacina amplia essa proteção de forma preventiva para todos os bebês cujas mães forem imunizadas.
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