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Vacinação escolar em Santos começou nesta segunda-feira (27) com foco em crianças e jovens

Iniciativa conjunta entre Saúde e Educação revisa cadernetas de alunos e funcionários para atualizar doses contra gripe e doenças graves

Revisão das carteiras de vacinação e sensibilização de diretores são fundamentais para o sucesso do programa - Foto: Divulgação/ Prefeitura de Santos
Revisão das carteiras de vacinação e sensibilização de diretores são fundamentais para o sucesso do programa - Foto: Divulgação/ Prefeitura de Santos

Redação Publicado em 28/04/2026, às 11h13


A Prefeitura de Santos deu início, nesta segunda-feira (27), ao Programa de Vacinação nas Escolas 2026. A iniciativa tem como meta levar os imunizantes diretamente ao ambiente onde crianças e adolescentes passam a maior parte do dia, facilitando o acesso das famílias e garantindo a atualização das cadernetas de vacinação. O programa, que se tornou uma política pública permanente na cidade desde 2023, é fruto de uma parceria estratégica entre as secretarias de Saúde (SMS) e de Educação (Seduc), por meio do Programa Saúde na Escola.

A largada da campanha ocorreu na Unidade Municipal de Ensino (UME) Cely de Moura Negrini, situada no bairro Castelo. Durante o primeiro dia de atividades, as equipes de saúde aplicaram um total de 82 doses. O público-alvo, composto por alunos, funcionários e até responsáveis que acompanhavam os menores, teve acesso a vacinas fundamentais, como as doses contra a gripe (Influenza), febre amarela, difteria, tétano e coqueluche, além da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Planejamento rigoroso e revisão de carteiras

O sucesso da aplicação das doses nas escolas é resultado de um planejamento que começa meses antes da chegada das seringas às salas de aula. O processo envolve a sensibilização de diretores, coordenadores e professores sobre a importância da imunização para evitar surtos de doenças no ambiente escolar. Após essa etapa de conscientização, a prefeitura encaminha um termo de autorização aos pais ou responsáveis legais, documento indispensável para que o aluno receba a vacina.

Um dos diferenciais do programa é a revisão técnica das carteiras de vacinação. Profissionais de saúde analisam cada documento individualmente para identificar doses em atraso, garantindo que a criança receba exatamente o que falta para completar o seu esquema vacinal. Essa busca ativa tem se mostrado eficiente para elevar os índices de cobertura vacinal da cidade, que já apresenta indicadores positivos em comparação com outras regiões do estado.

Crescimento e impacto na saúde pública

Os números de 2025 comprovam a eficácia da estratégia. No ano passado, Santos registrou um salto de 44,8% na quantidade de doses aplicadas nas escolas em relação a 2024. Foram 3.598 imunizantes administrados entre maio e dezembro de 2025, contra 2.603 no período anterior. Esse aumento reflete não apenas a melhoria na logística, mas também uma maior aceitação das famílias em relação à vacinação no ambiente estudantil.

Para Paula Covas, secretária de Saúde em substituição, o programa é uma peça-chave para a saúde coletiva da Baixada Santista. Ela destaca que a iniciativa promove o bem-estar imediato e gera uma consciência geracional sobre a proteção que as vacinas oferecem. Ao levar a vacina para dentro da escola, a prefeitura remove barreiras como a falta de tempo dos pais para irem às Unidades Básicas de Saúde (UBS), tornando o processo de prevenção muito mais dinâmico e eficaz.