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Vandalismo causa incêndio em 13 vagões de trem e mobiliza bombeiros em Cubatão

Operação de combate ao incêndio em Cubatão é complexa, com uso de retroescavadeiras e caminhões-pipa para controlar as chamas e resfriar a estrutura

Equipes do Corpo de Bombeiros lutam contra incêndio em trem de carga que já dura mais de oito horas em Cubatão, sem feridos, mas com grandes prejuízos - Foto: Divulgação /Corpo de Bombeiros e Yasmin Braga/ TV Tribuna
Equipes do Corpo de Bombeiros lutam contra incêndio em trem de carga que já dura mais de oito horas em Cubatão, sem feridos, mas com grandes prejuízos - Foto: Divulgação /Corpo de Bombeiros e Yasmin Braga/ TV Tribuna

Redação Publicado em 27/11/2025, às 13h22


Uma operação de combate a incêndio que já dura mais de oito horas mobiliza equipes do Corpo de Bombeiros e funcionários da ferrovia em Cubatão. Desde a madrugada desta quinta-feira (27), profissionais lutam para controlar as chamas que tomaram conta de uma composição de carga carregada com celulose. O incidente, que gerou imagens impressionantes do trem pegando fogo ainda em movimento, felizmente não deixou feridos, mas causou grandes prejuízos e transtornos.

O fogo atingiu proporções alarmantes, espalhando-se rapidamente por 13 vagões. A carga de celulose, matéria-prima usada na fabricação de papel e tecidos, é altamente inflamável e de difícil extinção, exigindo um esforço redobrado das equipes. O chamado para o Corpo de Bombeiros aconteceu por volta da 0h10, quando a composição passava na altura da Rodovia Cônego Domênico Rangoni.

Segundo a Rumo Logística, concessionária responsável pela administração da linha férrea, o incêndio não foi acidental. A empresa afirma que o fogo começou por volta das 23h de quarta-feira (26) e foi provocado por atos de vandalismo, uma prática que tem se tornado perigosamente comum na região.

Combate difícil e histórico de ataques

Para tentar conter o avanço das labaredas e resfriar a estrutura metálica do trem, as equipes precisaram retirar a carga de dentro dos vagões. A operação é complexa e conta com o apoio de maquinário pesado, como retroescavadeiras fornecidas pela concessionária, além de caminhões-pipa para garantir o abastecimento de água.

A situação expõe um problema crônico de segurança pública no trecho ferroviário que liga São Vicente a Cubatão. A Rumo Logística destacou que este não é um caso isolado. No início deste mês, outro vagão com a mesma carga já havia sido incendiado no bairro Vale Novo. O cenário foi ainda pior em outubro, quando a linha férrea sofreu cinco ataques em um intervalo de somente três dias.

A empresa classificou a situação como um “cenário crítico de insegurança” e afirmou que está colaborando com as autoridades policiais para tentar identificar e punir os responsáveis. A concessionária também reforçou o pedido para a população denunciar movimentações suspeitas perto dos trilhos através dos telefones 190 e 181, garantindo o anonimato. Enquanto isso, o trabalho de rescaldo continua para garantir que o fogo seja totalmente extinto e a via liberada com segurança.