Rajadas que ultrapassaram 100 km/h derrubaram árvores, interromperam travessias de balsas, afetaram o fornecimento de energia e mobilizaram equipes de emergência em diversos municípios da região

Redação Publicado em 29/07/2026, às 15h05
Fortes rajadas de vento na Baixada Santista causaram a morte de um homem em Santos e a suspensão da navegação no Porto, além de danos em estruturas públicas e privadas. Os ventos, que superaram 100 km/h, levaram a Defesa Civil a emitir um alerta severo à população.
O incidente fatal ocorreu quando uma árvore caiu sobre a vítima, que era em situação de rua, e diversas quedas de árvores e danos em edificações foram registrados na cidade. A Capitania dos Portos classificou a área como impraticável para navegação devido à intensidade dos ventos.
As travessias de balsas foram suspensas preventivamente e as operações portuárias na Ilha Barnabé foram paralisadas. As autoridades continuam monitorando as condições climáticas e orientam a população a evitar áreas abertas e buscar abrigo seguro.
As fortes rajadas de vento registradas na tarde desta quarta-feira (29) provocaram uma série de ocorrências na Baixada Santista, incluindo a morte de um homem em Santos, a suspensão temporária da navegação no Porto de Santos, a interrupção das travessias de balsas e danos em estruturas públicas e particulares. Segundo informações divulgadas pela Defesa Civil do Estado de São Paulo e por órgãos responsáveis pelos serviços afetados, os ventos superaram a marca de 100 km/h em algumas cidades, levando ao envio de um alerta severo para a população.
Em Santos, um homem morreu após ser atingido pela queda de uma árvore na região do Canal 5. Informações preliminares apontam que a vítima era uma pessoa em situação de rua. Equipes de emergência foram acionadas para atender a ocorrência.
Além do acidente fatal, diversos pontos da cidade registraram queda de árvores, postes e semáforos, além de danos em edificações. Também houve o desabamento da estrutura de contenção de um terreno na Rua Lucas Fortunato, próximo à Avenida Ana Costa, e outra queda de árvore foi registrada no cruzamento da Rua Visconde de Cayru com a Rua Carlos Gomes.
Os efeitos da ventania também atingiram diretamente as operações portuárias. A Autoridade Portuária de Santos informou que a navegação no estuário foi suspensa a partir das 12h45 por questões de segurança, após o aumento da intensidade dos ventos. A Capitania dos Portos classificou temporariamente a área como impraticável para navegação.
Ainda no complexo portuário, houve paralisação preventiva das operações na Ilha Barnabé, área destinada à movimentação de granéis líquidos químicos e combustíveis. Uma árvore caiu em um terminal localizado na Alemoa, enquanto rajadas deslocaram contêineres em alguns terminais. Na Rua Aguiar de Andrade, parte do muro de uma empresa cedeu e atingiu dois caminhões. Não houve registro de feridos nesse caso.
As condições meteorológicas também interromperam o funcionamento das travessias de balsas administradas pelo Governo do Estado. Os serviços Santos–Guarujá, Santos–Vicente de Carvalho e Guarujá–Bertioga foram suspensos preventivamente ao longo da tarde. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a operação será retomada somente quando houver condições seguras de navegação.
O alerta emitido pela Defesa Civil ocorreu após os ventos superarem a intensidade prevista para a região. Entre as maiores rajadas registradas estavam 111 km/h em Itanhaém e 83,7 km/h em Santos, além de índices superiores a 100 km/h em outras localidades do Estado. O órgão orientou a população a permanecer em locais seguros, evitar áreas abertas e não buscar abrigo sob árvores ou postes.
Em Mongaguá, a prefeitura informou a ocorrência de queda de árvores, danos em telhados e prejuízos em equipamentos públicos. Algumas atividades municipais foram suspensas para permitir o atendimento das demandas emergenciais pelas equipes de campo.
A ventania também provocou interrupções pontuais no fornecimento de energia elétrica. A Neoenergia Elektro informou que registrou ocorrências em Bertioga, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe, destacando que a maior parte dos clientes teve o serviço restabelecido ainda durante a tarde. Em Santos, a CPFL Piratininga comunicou que equipes foram mobilizadas imediatamente e que o fornecimento seguia em processo de normalização para parte dos consumidores afetados.
As autoridades permanecem monitorando as condições climáticas e reforçam que, em caso de novas rajadas de vento, a população deve evitar deslocamentos desnecessários, manter distância de estruturas instáveis e acionar os serviços de emergência sempre que houver risco à segurança.
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