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Vento forte derruba árvores em Santos e arrasta barracas de feira em Praia Grande

Ciclone extratropical trouxe rajadas de vento que atingiram até 97,1 km/h, afetando diversas cidades do litoral

Apesar dos danos materiais, não houve feridos graves, mas a Defesa Civil continua em alerta na região - Imagem: Arquivo Pessoal/Martinho Leonardo e Reprodução
Apesar dos danos materiais, não houve feridos graves, mas a Defesa Civil continua em alerta na região - Imagem: Arquivo Pessoal/Martinho Leonardo e Reprodução

Gabriel Nubile Publicado em 12/12/2025, às 09h43


Quem estava trabalhando ou fazendo compras na feira livre da Vila Mirim, em Praia Grande, passou por momentos de tensão na última quarta-feira (10). A força do vento foi tão intensa que arrastou as barracas dos feirantes, retorcendo estruturas de alumínio e espalhando mercadorias. Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra o desespero de quem tentava segurar os equipamentos para evitar um prejuízo maior.

Paloma Fonseca, de 28 anos, relatou o susto que viveu ao lado da família. O pai dela, que trabalha no ramo há mais de 40 anos, disse que nunca tinha enfrentado uma situação parecida em quatro décadas de profissão. Apesar do medo e das perdas materiais, a prefeitura confirmou que ninguém se feriu gravemente e que as equipes de serviços urbanos já estão nas ruas limpando a bagunça.

Ciclone traz ventos de quase 100 km/h

Toda essa agitação no tempo tem explicação: a formação de um ciclone extratropical na região Sul do país, que acabou influenciando o clima em todo o litoral paulista. O alerta já havia sido dado pela Defesa Civil e a previsão se confirmou com rajadas poderosas.

A cidade de Mongaguá foi a que registrou os ventos mais fortes, atingindo a marca de 97,1 km/h. O resultado foi um rastro de destruição que incluiu 17 árvores caídas em nove bairros diferentes. A ventania não poupou nem os prédios públicos: houve destelhamento em creches, ginásios e até em um clube da cidade, que precisou ser evacuado às pressas. Um poste também tombou na Estrada do Poço das Antas.

Santos e outras cidades afetadas

Em Santos, o cenário também foi de alerta e muito trabalho para as equipes de emergência. Os ventos chegaram a 73 km/h nesta quinta-feira (11), mas o estrago maior começou no dia anterior. A administração municipal contabilizou a queda de 14 árvores e três grandes galhos, o que exigiu uma operação especial de remoção para desobstruir as vias.

Além da vegetação, a infraestrutura urbana sofreu. A falta de energia elétrica fez com que semáforos parassem de funcionar, complicando o trânsito até a noite de quarta-feira. A Defesa Civil ainda monitora uma tubulação vertical na Rua Arnaldo de Carvalho que corre risco de despencar.

Nas cidades vizinhas, o saldo da tempestade também foi sentido. São Vicente teve seis árvores derrubadas, com bloqueios temporários nos bairros Cidade Náutica e Catiapoã. Peruíbe e Itanhaém registraram ocorrências pontuais com vegetação, sem vítimas. Já em Bertioga, a situação foi um pouco mais tranquila, com ventos na casa dos 56 km/h e apenas uma ocorrência no bairro Boraceia. A previsão indica que o tempo deve começar a firmar, com sol e sem chuvas fortes, mas o estado de atenção continua.