Levantamento da Cetesb aponta que Baixada Santista concentra a maioria dos pontos inadequados, embora cenário seja melhor que no início do mês.

Ana Beatriz Publicado em 23/12/2025, às 19h37
O verão começou com 19 praias impróprias para banho no litoral de São Paulo, segundo o mais recente mapeamento de balneabilidade divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Os locais inadequados estão distribuídos por nove municípios, com maior concentração na Baixada Santista.
De acordo com o levantamento, 10,8% dos 175 pontos monitorados no litoral paulista apresentam condições inadequadas para banho. No mesmo período do ano passado, o verão teve início com 18 praias impróprias em sete cidades. Apesar disso, o cenário atual é considerado melhor do que o registrado no início do mês, quando havia 36 pontos classificados como impróprios. Na semana anterior, esse número era de 16.
A Baixada Santista reúne 14 dos 19 pontos impróprios nesta semana. Santos e Praia Grande lideram o ranking, com quatro locais inadequados cada. Em Santos, estão impróprias as praias do Embaré, Boqueirão, Gonzaga e José Menino, na altura da Rua Olavo Bilac. Em Praia Grande, os pontos são Canto do Forte, Vila Mirim, Maracanã e Jardim Solemar. São Vicente aparece com três praias impróprias, enquanto Guarujá, Itanhaém e Peruíbe têm um ponto cada.
No litoral norte, cinco praias estão impróprias para banho. Ubatuba registra dois pontos inadequados na praia de Itaguá, mesmo número de Caraguatatuba, com restrições no Centro e no Indaiá. Já em São Sebastião, a praia de São Francisco também não está própria para os banhistas.
A Cetesb realiza as coletas sempre no mesmo local da praia, em área de maior concentração de banhistas, a cerca de um metro de profundidade, garantindo a padronização das análises. As amostras são examinadas em laboratório para a contagem de enterococos, principal indicador de contaminação fecal. A praia recebe a classificação de imprópria quando duas ou mais amostras das últimas cinco semanas apresentam mais de 100 colônias por 100 ml de água, ou quando a amostra mais recente ultrapassa 400 colônias.
A avaliação segue a resolução 274 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que considera indicadores como coliformes termotolerantes, Escherichia coli e enterococos. O histórico de cinco semanas permite identificar tendências reais da qualidade da água, evitando análises pontuais.
Segundo especialistas, nadar em praias impróprias pode causar problemas de saúde, principalmente doenças gastrointestinais e de pele, como micoses. A orientação é que banhistas evitem o mar após chuvas intensas, pelo menos nas primeiras 24 horas, além de manter distância de canais, rios e córregos que deságuam na praia.
Para ajudar na escolha de locais adequados para banho, a Cetesb disponibiliza informações atualizadas semanalmente por meio de mapa interativo, site oficial, aplicativo para celulares e bandeiras instaladas nos pontos de monitoramento. Os dados são atualizados às quintas-feiras e permitem que moradores e turistas planejem com mais segurança a ida à praia durante a temporada de verão.
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