Episódio ocorreu durante sessão legislativa em Registro; sindicato cobra cassação enquanto parlamentar alega ter sido ofendido por manifestantes

Redação Publicado em 07/04/2026, às 15h50
Um gesto obsceno do vereador Amarildo Carlos Simoni durante uma sessão da Câmara Municipal de Registro gerou grande repercussão e levou o Sindicato dos Servidores Públicos do Vale do Ribeira a solicitar sua cassação por quebra de decoro parlamentar.
Cerca de 200 servidores estavam presentes na sessão, protestando por melhores condições de trabalho e reestruturação salarial, alegando que seus benefícios estão congelados desde a pandemia.
Amarildo reconheceu que sua atitude foi inadequada, mas afirmou que foi uma resposta a uma provocação específica, enquanto a greve dos servidores continua, com a Justiça permitindo sua continuidade sob certas condições.
Um gesto obsceno feito pelo vereador Amarildo Carlos Simoni (PSD) durante sessão da Câmara Municipal de Registro, na noite de segunda-feira (6), gerou forte repercussão política e levou o Sindicato dos Servidores Públicos do Vale do Ribeira a protocolar, nesta terça-feira (7), um pedido de cassação do mandato por quebra de decoro parlamentar.
O episódio ocorreu em meio a protestos de servidores municipais, que acompanham as sessões legislativas desde o início da greve da categoria, deflagrada em 30 de março. Durante a fala do vereador, manifestações vindas da plateia interromperam a sessão, que precisou ser suspensa por cerca de 20 minutos.
Na retomada, em meio ao clima ainda tenso, um dos manifestantes dirigiu críticas ao parlamentar. Em resposta, Amarildo exibiu o dedo médio em direção ao público. A atitude foi imediatamente contestada por presentes, que reagiram com indignação diante da cena registrada no plenário.
De acordo com o sindicato, aproximadamente 200 servidores participaram da mobilização no Legislativo. A categoria reivindica recomposição salarial, reestruturação de carreiras e melhores condições de trabalho, alegando que benefícios e progressões estão congelados desde o período da pandemia.
A entidade classifica o gesto como incompatível com a função pública e afirma que a conduta fere o decoro parlamentar, princípio que rege a atuação ética de vereadores. O pedido de cassação já foi formalmente apresentado à Câmara, que deverá analisar se abre procedimento disciplinar.
Em nota divulgada nas redes sociais, Amarildo Carlos Simoni afirmou que reagiu após ser chamado de “vagabundo” por um manifestante. O vereador reconheceu que a atitude foi inadequada. “No calor do momento, respondi com um gesto do qual não me orgulho e pelo qual me arrependo”, declarou.
Ele também ressaltou que a reação foi direcionada a um indivíduo específico e não aos servidores em greve. Ainda segundo o parlamentar, após o ocorrido, utilizou a tribuna para reafirmar apoio às demandas da categoria e compromisso com o funcionalismo público.
A paralisação dos servidores segue em curso. Embora uma decisão judicial inicial tenha determinado a suspensão da greve, a Justiça posteriormente autorizou sua continuidade, desde que mantidos os serviços essenciais, como saúde e educação.
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