Tamiris Siqueira Ribeiro, de 25 anos, e Lucimara Lopes Siqueira, de 52, foram encontradas mortas no quintal de casa; padrasto e marido de uma das vítimas foi preso horas depois em Pariquera-Açu

Redação Publicado em 03/10/2026, às 15h40
Tamiris Siqueira Ribeiro, de 25 anos, e sua mãe, Lucimara Lopes Siqueira, de 52, foram mortas em Jacupiranga, São Paulo, em um crime que envolveu um machado e foi registrado por câmeras de monitoramento. O principal suspeito, Aroldo Pereira Lima, foi preso horas depois em uma pousada em Pariquera-Açu.
As vítimas apresentavam ferimentos na cabeça e foram encontradas por uma familiar que estranhou a movimentação na casa. Aroldo, que demonstrava comportamento agressivo, fugiu de motocicleta e utilizou um táxi e um ônibus para se deslocar até sua localização.
Após ser encontrado, Aroldo tentou se suicidar, mas foi socorrido e preso pela polícia. O caso está sendo investigado como feminicídio e violência doméstica pela Delegacia de Defesa da Mulher, que busca esclarecer as circunstâncias do crime.
Imagens de uma câmera de monitoramento registraram a movimentação de Tamiris Siqueira Ribeiro, de 25 anos, que estava grávida, durante uma tentativa de fuga antes de ela e a mãe, Lucimara Lopes Siqueira, de 52, serem mortas em Jacupiranga, no interior de São Paulo. O crime ocorreu na manhã de quinta-feira (1º), no bairro Guaraú. O principal suspeito, Aroldo Pereira Lima, de 37 anos, foi localizado e preso horas depois em uma pousada de Pariquera-Açu.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os corpos das duas mulheres apresentavam ferimentos na região da cabeça. Um machado, apontado pela investigação como instrumento utilizado no crime, foi localizado no imóvel.
As imagens obtidas pela reportagem mostram parte da sequência que antecedeu a fuga do suspeito. Por volta das 10h46, Lucimara aparece envolvida em uma luta corporal com o marido, que segurava um machado. Cerca de sete minutos depois, Aroldo deixa o imóvel e foge em uma motocicleta.
As vítimas foram encontradas no quintal da residência por uma familiar, que estava no imóvel e estranhou a movimentação. Segundo relato prestado à Polícia Civil, ela foi até os fundos da casa e encontrou mãe e filha caídas no chão, além de uma grande quantidade de sangue. A Polícia Militar e uma equipe de atendimento médico foram acionadas.
Após deixar Jacupiranga, Aroldo teria seguido de motocicleta para outra cidade. Conforme o boletim de ocorrência, ele contratou um táxi e posteriormente embarcou em um ônibus com destino a Cananéia.
A investigação levou os policiais até uma pousada localizada no Centro de Pariquera-Açu. Segundo o registro policial, o suspeito havia se hospedado utilizando um nome falso. Os agentes foram até um dos quartos e chamaram por Aroldo, mas não obtiveram resposta. Diante da situação, arrombaram a porta e encontraram o homem no banheiro.
Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito apresentava a pele arroxeada e teria tentado tirar a própria vida colocando papel higiênico com cola instantânea no nariz e na boca. Os policiais retiraram o material, prestaram os primeiros socorros e encaminharam o homem a uma unidade hospitalar. Após receber atendimento médico, Aroldo recebeu voz de prisão. Até a última atualização da ocorrência, a reportagem não havia localizado a defesa do suspeito.
Relatos de comportamento agressivo
Uma familiar das vítimas relatou à Polícia Civil que Aroldo apresentava comportamento possessivo e ciumento. Segundo o depoimento, Lucimara teria comentado em diferentes ocasiões sobre atitudes agressivas do marido.
O caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Jacupiranga como feminicídio e violência doméstica. A investigação deverá apurar a dinâmica do crime, a motivação e as circunstâncias que levaram à morte das duas mulheres.
Tamiris estava grávida quando foi assassinada. A condição da vítima também integra o contexto da investigação conduzida pelas autoridades policiais.
A ocorrência mobilizou equipes policiais na manhã de quinta-feira e terminou com a localização do suspeito horas após o crime, em Pariquera-Açu. A Polícia Civil segue responsável pela apuração e pela coleta de elementos que poderão esclarecer a sequência dos acontecimentos.
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