Forte de São Felipe, erguido em 1552, é um exemplo da engenharia militar portuguesa e abriga histórias fascinantes

Redação Publicado em 14/04/2026, às 10h40
A Ermida de Santo Antônio do Guaibê e o Forte de São Felipe, dois dos tesouros históricos mais antigos de Guarujá, passaram por uma análise detalhada na última quinta-feira (09). O objetivo dessa visita técnica foi conferir de perto o estado de conservação dessas construções do século XVI e planejar como elas podem ser restauradas e abertas de forma mais segura e sustentável para os visitantes.
Localizados na área conhecida como Rabo do Dragão, esses monumentos ficam escondidos em meio à Mata Atlântica e guardam histórias que se confundem com o próprio nascimento do Brasil. A iniciativa reuniu representantes do governo estadual e de diversas secretarias municipais para discutir como equilibrar a preservação do meio ambiente com o turismo cultural.
Tesouros no caminho da Trilha das Ruínas
Para chegar até esses locais, é preciso percorrer a Trilha das Ruínas, que começa na estrada que liga Guarujá a Bertioga. O percurso é cercado por natureza preservada e leva os visitantes a uma viagem no tempo. Atualmente, os sítios arqueológicos são considerados Áreas de Proteção Ambiental (APA), o que exige um cuidado redobrado em qualquer intervenção.
A Ermida do Guaibê, por exemplo, foi uma das primeiras igrejas do país. Construída com pedras, óleo de baleia e conchas, ela era frequentada pelo Padre José de Anchieta. O local é famoso pela lenda do "Milagre das Luzes", que conta que a capela se iluminava sozinha quando o padre chegava para rezar à noite, fenômeno registrado até em livros históricos da época.
Arquitetura militar e histórias de sobrevivência
Já o Forte de São Felipe é um exemplo impressionante da engenharia militar portuguesa. Erguido em 1552 por ordem de Tomé de Souza, ele servia para proteger a costa de invasores. O forte também é famoso por ter sido o cenário das aventuras de Hans Staden, um artilheiro alemão que viveu no local por nove meses e quase foi devorado por índios tupinambás.
Agora, os órgãos responsáveis, junto com o IPHAN, estão estudando como melhorar o acesso e a acessibilidade desses pontos. A ideia é criar um projeto que valorize a cultura local e permita que as pessoas conheçam essas ruínas sem agredir a floresta ao redor. Com os alinhamentos técnicos feitos nesta vistoria, o próximo passo é definir os parâmetros de fomento e educação para garantir que o patrimônio de Guarujá continue de pé por mais muitos séculos.
Leia também

Rogério Santos apresenta evolução positiva após cirurgia; Audrey Kleys assume a prefeitura

Santos aciona o STJD e pede anulação de jogo com o Coritiba por erro em saída de Neymar

Com investimento de R$ 2,5 bilhões, consórcio assume travessias de Santos, Guarujá e Bertioga

Jovem de São Vicente morre afogado em ponto turístico de Cubatão

Após convocação, Neymar agradece funcionários e torcedores do Santos

Evelin Bonifácio é convocada para o período de treinos com a Seleção Brasileira; confira a lista completa

Com investimento de R$ 2,5 bilhões, consórcio assume travessias de Santos, Guarujá e Bertioga

Pesquisa identifica área de reprodução de tubarão ameaçado em reserva marinha

Mercedes leva primeiro grande pacote de atualizações ao GP do Canadá

Mulher é presa após causar tumulto e arremessar recipiente com urina em servidoras de laboratório em Itanhaém