Ator brasileiro é celebrado por Jeremy Strong e pela crítica internacional como força política essencial

Redação Publicado em 16/04/2026, às 09h56
Wagner Moura atingiu um novo patamar de reconhecimento global ao ser incluído na prestigiada lista das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time. O reconhecimento coroa um ano excepcional para o ator baiano, que recebeu sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Ator pelo filme O Agente Secreto, consolidando-se como uma das figuras mais potentes do cinema contemporâneo.
O perfil de Moura na publicação foi assinado pela crítica Stephanie Zacharek, que exaltou não apenas seu talento dramático, mas sua coragem política e versatilidade. Wagner, que é formado em jornalismo, aproveitou a visibilidade para refletir sobre o papel da arte em tempos de polarização extrema, afirmando que a atuação é, acima de tudo, uma ferramenta para criar empatia e defender a democracia.
"Alma da nação"
Durante a entrevista, o ator demonstrou preocupação com o fim da verdade factual no debate público, ressaltando que artistas e jornalistas são os primeiros alvos de regimes autoritários justamente por trabalharem com a realidade. Cidadão norte-americano desde 2023, Moura também ofereceu uma visão equilibrada sobre os Estados Unidos, diferenciando a polarização política momentânea da "alma da nação".
Para ele, os EUA são o país de figuras como Martin Luther King e Rosa Parks, e sua identidade está profundamente ligada à imigração. Essa conexão com as origens transparece em seu trabalho em Hollywood: Wagner faz questão de manter seu sotaque e exige que seus personagens sejam apresentados como brasileiros, como ocorreu em sua recente dublagem para a animação Star Wars: Maul – Lorde das Sombras.
Tributo de Jeremy Strong
Wagner também recebeu uma homenagem escrita por Jeremy Strong, astro de Succession. Strong, que foi jurado no Festival de Cannes quando Moura foi premiado por O Agente Secreto, descreveu o brasileiro como uma "lenda" que finalmente "abriu um buraco no teto do mundo".
Citando Robert De Niro, Strong afirmou que artistas como Moura são o tipo de resistência que os fascistas devem temer. Ele destacou obras marcantes da carreira do brasileiro, como o filme Marighella, dirigido por ele, e a peça Um Julgamento: Depois do Inimigo do Povo, reforçando que Wagner é uma força política e humana indispensável para os dias de hoje.
O que vem por aí em 2026
Após o sucesso na temporada de premiações, a agenda de Wagner Moura para este ano está lotada de projetos ambiciosos que misturam arte e política:
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