Registro policial aponta que um dos agressores tentou dar soco no jovem, mas acabou atingindo uma amiga da família

Redação Publicado em 08/05/2026, às 10h35
Um caso de agressão envolvendo a família do vice-prefeito de Itanhaém, Zé Renato Oliva, virou caso de polícia e está sendo investigado pela Delegacia Seccional do município. O filho do político, um adolescente de apenas 14 anos, afirma ter sido atacado por dois tios, Cláudio Antonio e João Paulo, irmãos do vice-prefeito, durante um show que acontecia no bairro Baixio. O episódio gerou revolta e fez com que a Justiça concedesse uma medida protetiva para garantir que os agressores não cheguem perto do jovem.
A confusão aconteceu na Rua Urcezino Ferreira, onde o evento estava sendo realizado. Segundo o boletim de ocorrência, o menino estava acompanhado da mãe, Patrícia de Lima, e de uma amiga dela, quando os tios se aproximaram. A mãe relatou que o ataque foi repentino e assustador: um dos homens teria aplicado um golpe de "gravata" no adolescente e feito ameaças de morte, causando pânico em quem estava em volta.
Confusão e trauma
Durante a briga, o registro policial aponta que um dos tios tentou desferir um soco contra o sobrinho, mas acabou errando o alvo e atingindo a amiga da mãe do garoto, que tentava intervir. Patrícia contou que o filho ficou extremamente traumatizado com o que viveu naquela noite e reforçou que ele é muito jovem para enfrentar uma situação de violência desse tipo vinda da própria família.
Embora o adolescente e o pai, o vice-prefeito Zé Renato, já tenham tido desavenças no passado, a mãe afirmou que os problemas entre eles já haviam sido resolvidos, o que tornou o ataque dos tios ainda mais inesperado. A defesa dos acusados não foi encontrada para comentar as denúncias, e o espaço segue aberto para que eles apresentem suas versões sobre o que aconteceu no show.
Posicionamento oficial
A Prefeitura de Itanhaém também se manifestou sobre o ocorrido por meio de uma nota oficial. A administração municipal tratou o caso como um assunto de natureza privada e familiar. Além disso, destacou que, como o processo envolve um menor de idade, ele corre sob segredo de Justiça e deve ser resolvido dentro das instâncias jurídicas responsáveis.
Agora, o caso segue sendo apurado pela Polícia Civil como lesão corporal. A medida protetiva já está valendo, e a família espera que as investigações tragam segurança para o adolescente. Enquanto isso, o clima na cidade é de surpresa pela exposição de uma briga familiar envolvendo figuras públicas, em um momento que deveria ser de diversão e lazer para a comunidade.
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